Jamais me esqueci do Brooklyn… Vez em quando passo por lá pra matar as saudades. Hoje tenho 38 anos, nasci lá e só deixei o bairro porque nossa casa, na Rua das Margaridas 282, foi vendida quando eu tinha 17 para 18 anos. <br><br>Em seguida me casei e vim para a cidade de Guarulhos, onde vivo até hoje com minha esposa Maria José e meu filho Nick. É impossível esquecer um lugar onde vivi minha infância e adolescência, andando de um lado para o outro num tempo onde a violência existia, é claro, mas não era regra e sim exceção. <br><br>Assim, minhas lembranças mais vivas passam pela Avenida Portugal onde eu estudei até os 17 anos no Ennio Voss, que delícia! Rua Pássaros e Flores onde me recorde que fui à inauguração da Padaria Pássaros e Flores que ainda está lá. Rua Jataituba que saía na Kibon… Rua Sempre Vivas.. A empresa Engro com aquelas seringueiras maravilhosas que infelizmente foram cortadas… O shopping Morumbi que cabulamos aula para ir a inauguração. O Morumbas Dog na Avenida Morumbi, o Bar do Belão que meu irmão frequentava com a turma dele, a Papelaria Dux onde meu irmão Marco Aurélio trabalhou. A Adega do Darlindo, a farmácia São Paulo na Avenida Morumbi… A casa de aves na Roque Petrela onde eu ia comprar frango e tempero, aliás, inesquecível este tempero que era uma mistura verde que vinha em um pote de vidro. O salão de cabeleireiro ao lado da casa de aves onde eu cortava o cabelo com o Cido, um cara careca e magro, a banca de jornal do Ceulo, ao lado da igreja, o Peg Pag que virou Pão de Açucar, o Beatíssima, o Meninópolis onde eu ia com meu amigo de infância Mário Luiz aos domingos pra jogar bola, após a missa é claro… <br><br>Inclusive o Marinho e o Zezito se não me engano tem empresa na Avenida Morumbi, um autoshop, alinhamento e balanceamento, pneus, rodas, estas coisas, além da oficina mecânica que eles fizeram na antiga casa ao lado de onde eu morava. Meu pai,o velho Aurélio Pires, enfermeiro dos bons, viveu até o ano passado, quando ficou doente e faleceu aos 89 anos sem nunca esquecer o Brooklyn, nunca aceitou ter que sair de lá.<br><br>Minha mãe, Maria Aparecida, trabalhou no Ennio Voss muito tempo para ajudar meu pai a sustentar os cinco filhos, entre eles eu, ela mora aqui em Guarulhos, é minha vizinha e tem muita saudade do bairro onde também nasceu. <br><br>Enfim, se alguém me através desta história lembra de mim ou de meus irmãos, façam contato, será um imenso prazer poder falar e rever novamente pessoas que fizeram parte de minha história de vida e marcaram tanto quanto o querido Brooklyn…<br><br><br>E-mail: [email protected]