Soberana, reina no alto da cidade
com entardecer inigualável,
composto de reflexos e cores,
de tom cinza azulado.
Uma estação de Brigadeiro,
vestida de verde,
aguarda os visitantes,
muitos trabalhadores apressados,
alguns robotizados
e turistas deslumbrados.
Poesia existe,
em seus contornos e entornos
ou no espaço reservado
a casa chamada das Casa das Rosas,
que insiste em se impor diante
de edifícios espelhados,
cúpulas arredondadas,
e diferentes traçados,
em plataformas azuis
pousam pássaros engravatados,
condutores de muitos destinos.
Em um grande vão livre,
obras de arte
ornamentam seu caminho,
desapercebido por aqueles
que caminham sem arte.
Numa tímida entrada,
o jardim persiste,
entre jequitibás e sapucaias,
ainda cantam rolinhas e sabiás.
Na nobre esquina,
circulam célebres e anônimos,
uma Augusta rua
a reverencia.
Uma igreja,
nove vitrais à direita e mais
nove vitrais à esquerda,
a abençoa.
Palco de todas as tribos e credos
que transitam num ritmo alucinado,
misturadas com pessoas incrédulas
sem rumo e sem esperança,
que andam em passos lentos
à espera do seu acolhimento.
A noite vestida de gala,
com traje de néon,
coroada por torres,
a insônia é constante,
tem tesouros para guardar,
onde os casarões tombaram,
para verticalizar.
Com Consolação finaliza,
na pequena Praça um monumento
ponto de encontro de partidas e chegadas, no túnel, repleto de grafites, revela, aos poucos, a expressão do seu pensamento.
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