IEAC Albino César em Tucuruvi

Nasci em 1955, no bairro de Santana, mais precisamente na Rua Voluntários da Pátria, onde hoje é uma loja da GM. Havia ali casas tipo cortiço italiano, onde vários moradores imigrantes trabalhavam em fábricas. Minha nona morava lá. Em 1961, fomos morar de aluguel numa casa na Rua Lavrinhas, que depois passou a chamar Aragão, que fica Vila Mazzei. Estudei no Grupo Escolar Silva Jardim.

No meu primeiro dia de aula, aos sete anos, fui sozinho para a escola e na maior responsabilidade e alegria. A alegria não foi constante, mas a responsabilidade durou. Fiz o curso de admissão no Jardim França. Fui para o Albino César. Tive ódio do Prof. Roma durante toda a minha vida escolar no Albino.

Confesso que sempre tive orgulho dessa escola que, infelizmente, a estrutura não foi mantida por não ser interessante para o sistema.

Frequentei os bailinhos pró-formatura (maravilhosos!). Voltávamos a pé levando as meninas para casa. Naquela época, nem pensávamos em assalto ou qualquer outro tipo de violência; o romantismo a ingenuidade faziam parte dos relacionamentos.

Comi muita pizza do Genaro (Avenida Mazzei); adorara a papelaria Valparaizo, onde comprei os primeiros materiais de pintura com uma revista do Walter Foster e pintei a primeira tela para participar da Bienal do Albino César. Não pulei carnaval no Valparaizo, mas ia à saída das matinés paquerar as menininhas.

Vou raramente para a zona norte, mas quando vou, é impossível não lembrar de tudo isso. Dou uma voltinha de vez em quando por lá. Na Rua Aragão ainda tem a casa onde era a venda do Sr.Virgílio. Lembro também da "Lojinha do Sr. Duílho” na Avenida Mazzei, da adega do Abílio… Da autoescola do Abreu…

Acredito que o melhor que temos a fazer, além das doces recordações e dos encontros anuais com os ex-albinistas, com direito à banda dos albinosauros e tudo, é que talvez pudéssemos um dia fazer um colóquio no velho Albino César e passar para essa atual comunidade docente e discente, a necessidade da preservação não só desse espaço físico, mas da importância da busca por uma qualidade humana.

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