Ah, as escolas do Brás… Lendo o relato do Luiz Laruccia nesse site, pude recordar que na Rua do Gasômetro estava alojada a Escola Rainha Margarida, quase perto do Cine Glória. Ali estudei, depois no Romão Puiggari; primeiro ano com a professora Marilena, que me reprovou; de novo no primeiro ano, mas com a professora Celina, aí sim, passei da lição "A pata nada pata pa pata na”.
Como repeti o 2ºano, fui para o Eduardo Carlos Pereira, na Moóca, mas apanhei da professora e minha mãe Carmem foi lá e… Já viu, né? A espanhola era brava.
Nessa época, iria fazer a primeira comunhão, então, me enfiaram no catecismo, na Igreja do Brás. Aí sim, saía do catecismo e ia à Rua Piratininga com as freiras aprender a fazer pães, pizzas… Foi onde conheci o André Barone, organista da Igreja.
Voltei para o Romão. Aí sim, fiquei quatro anos com a mesma professora, Dona Antonietta, esposa do dentista Dr. Santos, até fazer a admissão. Tudo isso indo para o Parque Infantil também, que saí de lá quando tinha 14 anos.
Bom, a pagamento aprendi datilografia em máquinas Remington no Carvalho de Mendonça, na Rangel Pestana, onde mascava a folha e atirava no teto e ficava como pipoca lá em cima. Apesar disso, eu era boazinha.
Passei, então, para o Colégio Comercial 30 de Outubro e estudava de manhã, é claro. Ali me deparei com a mestra Zilah; “oh” professora brava! Me reprovou três vezes!
E também havia o professor João de caligrafia, que usava um terno azul e camisa branca. Como usávamos tinteiro e caneta de pena, quando ele dava as costas, eu pingava com força tinta em seu paletó e quando ele tirava-o, era só tinta na camisa… Mas a Carmela Palumbo (morava na Assunção) também me ajudava. E à noite, aulas de taquigrafia, no Sindicato dos Gráficos na Rua da Figueira.
Com a repetência, minha mãe disse: “Vamos tentar aí mesmo à noite!”. E quem queria estudar à noite? O Bedel nem via, mas íamos à Piratininga com a turma: Adelina, Newton e tantos outros… Estudar que era bom, nada, mas podíamos confiar nos amigos.
Passei a estudar inglês com o Prof. Argeu; eram aulas particulares, mas também, nada feito. Não queria saber de estudos.
Bom, então vou estudar desenho. Aonde? Na Vasco da Gama. Chamava-se desenho propagandistico ou artístico. E na minha sala tinha um rapaz delicado que passou a me perseguir. Então, o diretor disse para minha mãe: “Coloque-a no desenho mecânico”… Mas para quê?! Eu não entendia nada de carro!
Tudo isso para manter a criança ocupada… Bom, já que é assim… Fui trabalhar! Ah, mas aí é outra história…
E-mail: [email protected]