Parque Trianon, recanto de paz e verde.
Em meio ao turbilhão do trânsito na avenida.
Frondosas árvores, canteiros floridos, bancos esquecidos.
Perdidos na poeira dos anos que se vão.
Caminhos percorridos nas alamedas floridas.
Balanços em forma de cadeirinhas, suspensas no ar.
E, eu, criança a flutuar, alegremente pelo ar, sem pensar no amanhã.
Brincando no escorrega e na roda circular, sem pressa de parar.
Tomando sorvete ou pulando corda.
Brincando de pique-esconde, de amarelinha ou de cabra-cega.
Sentando-me ao chão para fazer desenhos na terra.
Com gravetos derrubados pelo vento, bons aqueles tempos…
Pipas, cata-ventos, bolas coloridas e patinetes.
Pedrinhas, iô-iôs, piqueniques e bolas de sabão.
Que fugidias, escapavam-me às mãos.
Adultos que trafegavam em busca de distração.
Namorados que trocavam beijos com discrição.
Idosos que liam sentados jornais, livros e revistas.
Trianon, saudades da beleza jamais vista.
Da calmaria, doces e bambolês, de incríveis passatempos.
Das recordações, de belos e inesquecíveis momentos.
Dos cheiros, sabores, sonhos e fantasias que imprimistes em meus pensamentos.
E que hoje me levam a ti, como um puro e terno alento.
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