Pombas paulistanas

Certo dia, andando em frente ao Pátio do Colégio, algo cruzou o meu caminho de repente. Cruzou meu caminho sem a menor preocupação de que poderia ter levado um chute com os meus passos, aliás, ela sabia que não seria chutada.

Era uma avezinha folgada que estava em busca de uma migalha que estava no chão.

Comecei a prestar atenção e vi que havia inúmeras dessas aves na praça.

As aves de qualquer lugar, geralmente, se assustam com presenças estranhas e fogem buscando um lugar seguro; porém, essas aves não se intimidavam com pedestres, carros, ônibus e motos que passavam no local.

Atravessavam a rua no momento certo, demonstrando que sabiam quando deviam atravessar. Não falo de aves comuns, são pombas resultantes da evolução que a cidade impõe para todas as espécies.

As pombas urbanas, especialmente as paulistanas, são as proprietárias dos espaços onde vivem e adaptam-se aos outros habitantes.

Li algo há um tempo atrás que dizia: "Nós, hoje, somos as pombas de antigamente e as pombas, são os humanos de outrora".

Seria como se os papéis fossem invertidos: hoje, elas andam soltas, despreocupadas, à vontade, aqui tem tudo de que precisam, são sociáveis entre si, inclusive possuem toda a liberdade de ir e vir. Os humanos, porém, vivem com medo de ser surpreendidos e correm assustados ao menor sinal de perigo.

Moral da história: As pombas evoluíram…

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