Amigos, meu nome é Paulo Roberto e morei neste incrível bairro de 1967 (data do meu nascimento) a 1981. Durante todo este período morei na Rua Professor Batista de Andrade – bem no larguinho.
Que tempo maravilhoso! Muitos amigos: Paulinho, Robertinho, Marcelo, João, Reginaldo, Dinamite, Angelo, Zé, Toninho, Renata, Kátia, Lúcia, Zezé, Jairo, Vicente, Vânia, Jaime, Jair, Marta, Morenão, Sandrinha, Rita, Beto Caipira, César, Coia, Penha, Zé Domingos, Viche, Carmo, Duda, entre tantos outros companheiros (as).
Época em que jogávamos bola o dia inteiro na rua; soltávamos pipa; brincávamos de polícia e ladrão; pulávamos amarelinha e nos divertíamos no esconde-esconde.
Que rua maravilhosa a PBA! Suas casas, sua gente, sua unidade! Todos se conheciam, todos se respeitavam, todos achavam que tudo aquilo duraria para sempre.
Saudades da Dona Norma; do Sr. Paschoal (com o seu papagaio); da cabeleireira D. Vera; do Sr. Rosário e seu filho Beto (que de sua cadeira de rodas tinha alegria nos olhos); da D. Darcy; da D. Fernanda; do Sr. Thomás e de sua linda esposa (acho que se escreve assim: Filló) e de muitos outros vizinhos queridos.
Meu falecido pai (Paulo Gonçalves) também nasceu no bairro e ficou conhecido na Caetano Pinto, Carneiro Leão, Sobral e Melo Barreto como “Paulinho cabeçada”, pois, quando jovem, usava deste expediente nas "briguinhas" de turma. Jogou no river da Rua Sobral (comandado pelo Sr. Modesto).
Saudades do Oswaldinho, da loja de sapatos Andaluz, que ficava na Caetano Pinto.
Quantos pães comprados na Padaria Rainha do Brás, na Rangel Pestana, ou na Padaria Jaguaribe, na Campos Sales.
Estudei, com minha irmã, no Romão Puiggari, do pré-primário à sétima série. Fiz primeira comunhão na igreja Bom Jesus do Brás e brinquei no Tobogã do Largo da Concórdia.
Muita bicicleta (BMX 5) na Rua do Gasômetro, Piratininga e Celso Garcia. Sempre consertada na Scatt.
Saudade da COPAG, na Rua Piratininga, onde meu pai trabalhou por 22 anos. Saudades do Cine Piratininga (o maior cinema do Brasil, com 2.722 lugares!).
Onde andará o Sinval? Padeiro que, com seu carrinho, vendia pão doce e salgado de porta em porta.
E o carro de doce que passava na PBA toda à sexta-feira e que corríamos para comprar Dan-Top e chocolate Baton? E a carroça de frutas?
E aquele ex-advogado (idoso, de cabelos brancos) que passava pela rua xingando todo mundo e que falava sozinho o tempo todo?
Hoje meu pai não está mais conosco; a PBA perdeu metade do seu encanto com a construção do metrô. Talvez alguns amigos tenham falecido…
O bairro não é mais o mesmo, mas o orgulho de ser do Braz(ou Braz) é imenso! A saudade também! Velhos tempos! Belos dias!
Obs: Como torcedor fanático do São Paulo, a única coisa que me incomodava no bairro era o número razoável de torcedores do Palmeiras…
Abraços a todos e viva o Brás!
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