Meu primeiro emprego

Geralmente as primeiras coisas na vida a gente nunca esquece. Pois bem, quando menino vivia ansioso para trabalhar, poder ajudar no orçamento familiar, ter condições de comprar as coisas que necessitasse, saciar minhas vontades. Vivia perturbando meu grande e amado pai para me auxiliar nesta empreitada, porém, ele me aconselhava a apenas estudar.

Certo dia, combinei com uma amiga chamada Sueli, para sairmos à procura de emprego. Eu tinha acabado de completar o ginásio e ela o colegial, era fevereiro de 1978, morávamos no bairro de Vila Nossa Senhora das Mercês, eu na Rua do Pomar e ela na Rua Angaturama. Fomos para o centro da cidade de São Paulo, andamos um bocado, já no período da tarde resolvemos entrar em uma farmácia, antiga Farmasil (Rede Drogasil), próximo a Praça Patriarca, quando notei um cartaz de "precisa-se" fixado na parede. Imediatamente me candidatei à vaga e iniciei os testes, e com muita empolgação recebi do gerente uma carta de apresentação, a qual deveria apresentar na matriz, situada na Avenida Doutor Corifeu de Azevedo Marques, no Bairro do Butantã.

Após o processo de admissão concluído, fui designado para trabalhar na filial da Praça da Árvore, 28 de fevereiro. Lá fiz muitas amizades e vivi momentos felizes, lembro-me de alguns colegas como: Lázaro, Osterno Martins de Castro Jr., Gilberto Lima Carrasco, Carlos Alberto Silva, Sônia, Efigênia, Cleuza, Ângela, Carlos, João, Ferrugem, Sr. Zuca, Sr. Gentil, Sr. Lázaro, Solange, Kleber, Sr. Estevão, entre outros, que não consigo lembrar os nomes, mas em minha mente seus rostos estão bem claros. Este foi meu primeiro emprego, em uma época maravilhosa, apesar das dificuldades, mas ainda, os princípios e conceitos de família, amizade, honestidade e respeito, eram fatores fundamentais entre as pessoas.

Pois bem, o tempo passou, mas as lembranças são constantes, nunca mais encontrei meus colegas ou sequer tive notícias, mas quem sabe, a partir de agora eu possa reencontrá-los.

E-mail: [email protected]