Nasci em Oriente, SP. Em 1974, conheci no carnaval um moço paulistano de nome Antonio Pereira Lopes. Namoramos por mais ou menos dois anos. Ele foi meu primeiro namorado. Sem terminar nosso namoro, nos afastamos devido à distância e também ao trabalho.
Casei-me, tive dois filhos: Cláudio Viana Junior, hoje com 27 anos e Danilo de Souza Viana, 23 anos. Nunca mais ouvi falar de Antonio Pereira Lopes (Toninho).
De Oriente, fui morar por dois anos em Pirajuí-SP e em 1983 me mudei para Aparecida do Taboado-MS, onde resido até hoje.
Em março de 2007, recebi um telefonema do Toninho, ou seja, 33 anos após nosso namoro! Ele comentou que estava há muito tempo me procurando. Depois de muita procura, conseguiu com uma amiga de infância, Cleide Suely Domingues, meu telefone. Depois de algum tempo ele comentou que nesse telefonema, iria me dar três chances para eu lembrar dele e se eu lembrasse, iria me procurar pessoalmente. Para sua surpresa, inicialmente já fui dizendo que ainda tinha uma corrente de ouro que ele havia me dado quando namoramos. Passei meu e-mail e começamos a nos comunicar. Ele também havia se casado e possui dois filhos e uma menina que criou como se fosse sua filha.
No final de abril daquele mesmo ano, ele apareceu na porta da minha casa e inicialmente eu nem o conheci. Ele veio, se hospedou em um hotel em Aparecida do Taboado-MS e me telefonou, mas meu telefone tinha sido desligado e ele não tinha meu endereço.
Foi no sábado, véspera da Páscoa, dia em que estava marcado um passeio nas praias de água doce do Rio Paraná, em Aparecida do Taboado, mas acabei não indo, pois meu amigo que iria junto adoeceu. Não tendo meu endereço, nem meu celular, através da lista telefônica, Toninho procurou através do número de telefone o meu endereço e, com um mapa da cidade, encontrou minha casa.
Através da troca de e-mails, ele me disse que nunca havia me esquecido. Falou até: "Aparecida do Taboado é conhecida como terra dos 60 dias apaixonados, que tal mudar para 33 anos?". Ele tem ainda hoje uma carta e um cartão de 1974, que enviei a ele.
Em um de seus e-mails, ele scaneou uma página da carta que eu havia enviado a ele onde coloquei meu nome por várias vezes e disse: "pra você não esquecer" e ele comentou no e-mail: "Você pediu pra eu não esquecer e eu não esquecei".
Após vários e-mails de declarações de amor, nós dois nos separamos de nossos esposos (as) e hoje estamos juntos até que a morte nos separe. Vivemos muito felizes e por vários momentos nos recordamos de nosso amor vivido, hoje há mais de 35 anos. Fomos várias vezes em Oriente – SP, onde nos conhecemos e visitamos nossos amigos em comum que ainda hoje vivem lá. Todos nossos amigos ficaram felizes por nos verem juntos e felizes.
O primeiro amor a gente nunca esquece; apenas adormece nos braços da saudade.
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