Fico muito emocionado com as histórias sobre os bairros Jabaquara e São Judas. Lembro-me bem de todos os lugares daquele bairro.
Nasci na Rua Araxá na década de 40. Estudei na escola Paroquial São Judas Tadeu entre 1952 e 1954. Dali mudei para Piraporinha e em 1957 fui para Foz do Iguaçu, no Paraná. Então, com 12 anos de idade. Apesar disso, sempre sonho com o nosso bairro.
Mas, do grupo escolar Almirante Barroso e do brejo onde os moleques tomavam banho (meus pais não permitiam), nunca esquecerei. O Jabaquara daquela época já não existe mais. Só na nossa memória e nas poucas fotos.
Lembranças da fabrica AB, do cineminha, da Igreja que só podia ir quem frequentasse as missas aos domingos. Do padre Clemente, padre João, Dona Lourdes, que era professora e diretora da escola. Do incêndio do "Detefon", como nós chamávamos a fábrica dos Fontoura, que mais tarde se transformou em fábrica de vidros. Dos passeios de bonde até a Praça da Árvore. Das feiras em frente à Igreja São Judas. Quanta saudade! Estou no estado do Paraná desde o ano de 1957, mas a lembrança do Jabaquara (meu lugar de nascimento), eu nunca vou perder.
Morei também na Rua Ariranha, onde ficaram marcas profundas em minha lembrança. Aos domingos, o nosso programa era ficar na Avenida Jabaquara em frente ao Aeroporto para ver o movimento dos aviões.
Quem sabe outros moradores desta época e deste mesmo lugar, possam publicar mais comentários sobre o nosso querido Jabaquara!
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