Pouco se sabe dessa história. Por volta de 1967, a Turma da Lima Barreto entrou para a corrida espacial.
Capitaneada pelo Mário, supervisionada com muita dedicação pelo Dr. Mário, seu pai, que fornecia artigos científicos sobre o assunto, os garotos decidiram fazer suas primeiras experiências aeroespaciais. Muito antes dos cientistas brasileiros, estudaram balística, conheciam todos os foguetes americanos (Thor, Júpiter, Atlas, Titan, entre outros) .
Os campos de várzea do Cambuci (na época ainda havia campos de várzea) foram escolhidos como plataforma de lançamento. O combustível sólido, segredo bem guardado e hoje revelado, era comprado na Praça da Sé, em lojas de artigos de religiões afro-brasileiras. A aerodinâmica dos projéteis teve orientação sigilosa dos japoneses através do Hidemi (desconhecido para a maioria da turma). Samin, Thomas e Luís foram testemunhas dos lançamentos promovidos por “Mário & Neto”.
Os militares, intrigados com o sucesso dos meninos, decidiram boicotar o experimento e, através de apelos à mãe de um deles, conseguiram que o projeto – já sendo espionado pela “CIA” – fosse abortado.
Caro leitor, agora o mais inquietante e pela primeira vez revelado: um daqueles foguetes, dado como perdido no lançamento, foi capturado por alienígenas de outra dimensão. Estes, lá de “Alfa de Centauro”, passaram a observar a turma e decidiram conhecê-los melhor: mas o mundo era confuso, tinha “Guerra Fria”, ditaduras, depois inflação galopante, sumiço de alguns meninos da turma (certamente abduzidos por forças maiores), Plano Cruzado, Collor, Real, Aquecimento Global. Lá, como cá, tinha muita burocracia e, após 43 anos de idas e vindas, disfarçados de músicos, aportaram na “Cantina 1020” do Cambuci. Graças aos milagres da informática, conseguimos capturar parte do relatório que foi produzido por eles e por nós decodificado, divulgando-o para o público:
"Saudações ‘Centaurinas’.
Aterrissamos num local que seria um parque (chamado de Aclimação), atravessamos algumas ruas e, para não sermos identificados, nos disfarçamos de músicos. Ao chegarmos à “Cantina 1020” (seria algum código secreto?) observamos um grupo de pessoas extremamente alegres, felizes por estarem juntas. Nomes, citamos alguns: Ricardo, Betão, Jaime, Bicho Mole, Moleque Tripa, Mathias, Thomás, Samin e tinha muito mais gente. Outros se comunicavam através de aparelhos portáteis chamados, aqui, de celulares; Sagui teria sido localizado em Buenos Aires (não sabemos onde fica) e Luís em um hotel longe da cidade. Falavam um dialeto que misturava português e italiano.
Algumas palavras, mandamos para análise, tais como "Palmeiras!!!" , "São Paulo!!"; seriam gritos de guerra? Disfarçados de cantores, começamos a cantar, acho que eles nos detectaram, passando a cantar conosco – e melhor!!!
Decidimos parar antes de sermos descobertos, sem antes observar que nos olhos de muitos deles, senão todos, brilhava um líquido que ficamos sabendo que se chamava lágrima, e só aparece quando as pessoas estão muito emocionadas!
Pelo nosso olhar em outras dimensões, pudemos observar a presença, que eles não puderam ver, do Janta, do Trovão, do Caio, do Canário, do Taconinho, do Jefe, do seu Alfredo, do Alfredinho, entre outros. Também estavam emocionados.
Grão-comandante, solicitamos permissão para retornar a “Terra”, quando tiver novo encontro como esse.
Data estelar no.: 20100528."