Não deve ser do seu tempo, 1963, ano de "aparecimento" dos Beatles, dos quais, mais tarde, me tornei admirador. Morava na Rua Dr. Nicolau de Souza Queirós, esquina com a Rua Apeninos, próximo à Vergueiro, onde existia a antiga ‘Confeitaria Jaber’. <br><br>O Jaber era meu conhecido. Por indicação dele, nessa época com 17 anos, trabalhava na Folha de São Paulo(só pela manhã) e além de frequentar os cinemas do Centro, ir de bonde da Liberdade até Santo Amaro, assistir jogos no Pacaembu (ia a pé), chupar laranja na quitanda do Sr. José Português, eu também gostava de ler numa praça um tanto abandonada que existia onde hoje é a estação Paraíso do Metrô. <br><br>Era muito conhecido, naquela época, o famoso Carls Shesman ou, ‘Bandido da Luz Vermelha’.<br><br>E nessa tal pracinha existiam algumas palmeiras, em cujos troncos me encostava para ler "Corredor da Morte", "A Lei Quer Que Eu Morra", "Cela 2455". Os livros que contavam sobre Shesman eram divulgados e chamavam a atenção, pois o ‘Bandido da Luz Vermelha’ havia sido executado anos atrás em cadeira elétrica. <br><br>Apesar de ler vários livros, sinceramente, não cheguei à conclusão se era culpado ou inocente o tal ‘Bandido da Luz Vermelha’.<br><br>Nessa época, podia-se desfrutar com a maior tranquilidade do "clima" sossegado da praça, que hoje existe, mas totalmente diferente do que era.<br><br>Bons tempos, eu era feliz e não sabia.<br>