O Natal sem meu amigo Zeca

Meu melhor amigo José Carlos, o Zeca, partiu em março deste ano (2009). Foi muito penoso passar este Natal sem sua agradável presença. Por inúmeras vezes, instintivamente, busquei o telefone no intuito de ligar para sua casa, e cumprimenta-lo pela data (que loucura).

Sentado no sofá de minha sala, olhando o piscar das luzes de minha árvore, lembrei-me dos vários Natais que passamos juntos, conversando, rindo, recordando. Whisky Logan nos copos, nosso papo fluía fácil e lembrávamos os nossos “aprontos”, nossas invasões em festas como “penetras”, as farras em bailes de carnaval e de reveillon.

Lembrei-me da festa de seu aniversário de 15 anos, em que um de seus tios, se não me engano chamado Ernesto, preparou uma mistura de rum com coca-cola (Cuba Libre), em dose cavalar, para toda a garotada. Terminamos a festa num porre homérico. Nesta noite de Natal, todos esses momentos voltaram como num filme. Momentos alegres numa noite triste. Assim foi meu Natal.

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