Esta história é muito cômica, um dos nossos vizinhos, queria comprar um túmulo no Cemitério do Araçá, era ele a esposa e duas filhas, eles começaram a juntar todo o dinheiro que podia guardar na poupança. As filhas falaram que também queriam comprar um bonito caixão. Quem da família falecesse primeiro seria o beneficiário.
Só que o tempo passava, quase 30 anos, e ninguém morria. As filhas resolveram fazer uma reunião em família para ver o que fazer com o dinheiro guardado, já que ninguém morria. Resolveram que deveriam comprar dois fuscas zero k., um carro para os pais e outro para as filhas, assim foi feito. Conheci os carros, um era vermelho, e outro branco.
Trocaram o túmulo e o caixão, pelos carros. Aproveitaram bem, pois elas iam passear e trabalhar com os carros. Mudamos-nos para outro bairro. Fomos morar no bairro do Paraíso. Depois de muitos e muitos anos eu encontrei uma das filhas, dançando no salão do Clube Piratininga, na rua formosa, antiga sede. Ficamos conversando por horas, os seus pais já tinham falecidos, mas compraram o túmulo no Araçá.
Ficamos lembrando dos bons tempos da nossa mocidade, e morríamos de tanto rir. Lembrando dos pais dela guardando o dinheiro para comprar o túmulo para a família. O pai dela se preocupava demais por que a família não tinha um túmulo, mas com o passar do tempo tudo deu certo e eles estão enterrados juntos no Araçá. Não adianta a gente se preocupar com o que não tem, pois no fim tudo se acerta.
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