Posso dizer que tanto a minha vida como a minha infância começou na verdade na cidade Tiradentes. Fui para lá com 10 anos, lá, fui muito feliz, conheci crianças da minha idade, e na maioria das vezes vivia nas ruas brincando de futebol, bolinha de gude, pipa e muito mais. Tudo isso foi em 1992.
Conheci muitos vizinhos, a Alice, o Carlos, o Sr. Zé que sofreu um acidente na época, em 1993, capotou seu golzinho 81 e nada sofreu, até hoje ele mora lá, de vez em quando eu dou uma passada por lá, e o vejo. Também tinha o Dady, sua irmã Élen, dona imaculada sua mãe, o mercadinho Moura que foi demolido e hoje virou uma praça, a Rosa era uma das donas.
Eu morava na Rua 26-g no condomínio Janburanas VI no bloco C ap. 13, Santa Etelvina, também tinha o supermercado Tatá, no final da Av. dos Metalúrgicos, próximo á minha casa, morava uma menina, que se chamava Giovanna, para mim, era a menina mais linda que já havia visto. Gostava muito dela, e gostaria muito de namorá-la, mas não tinha coragem de pedi-la em namoro, pois me achava muito feinho!
Havia um amigo meu chamado David, sempre andávamos juntos, até chegaram a pensar que éramos gays, mas na verdade nossa amizade era muito forte, mas estava quase terminando, pois disputávamos à mesma garota. Tínhamos 13 anos quando em um belo dia, e ele se mudou. Que alegria, a Giovanna seria só minha, e ele fez questão de se despedir dela, e olhou para mim como se estivesse dizendo: – vai lá, ela é toda sua! Com muita raiva.
E ai eu fui mesmo, tentei, chamei a e perguntei se ela queria namorar comigo? Ela respondeu: – claro! Eu não sabia o que fazer, pois era minha primeira vez, nunca havia beijado uma garota, e aí então eu disse: você não precisa dar a resposta agora, pode ser depois, e ela: – tudo bem! Foi o pior dia da minha vida, me arrependi tanto de ter dito aquilo, mas não desisti, quando chegou à noite me arrumei todo, e fui para a rua.
Quando estava indo em sua direção, ela não me viu e me deu as costas, achei que não queria falar comigo, e fiquei irritado, comecei a chorar e chutar o portão do prédio, mas no outro dia a irmã dela, a keila, veio falar comigo, e disse que não tinha nada a ver, que ela queria muito falar comigo, mas não acreditei nela, e nunca mais falei com ela. Pergunto-me até hoje o porquê meu primeiro beijo não foi com ela, já que gostava tanto dela, por que não fui em frente? Se ela era tão especial para mim?
Hoje aprendi que não devemos deixar as oportunidades fugirem de nós, mesmo quando não der certo, mas pelo menos eu tentei, a vida é curta, devemos aproveitá-la da melhor maneira possível. Pois há coisas que não fizemos e hoje nos lamentamos.
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