01 de julho de 2006, sábado à tarde, Vale do Anhangabaú (vi pela televisão, claro!). A tristeza estampada nos olhos do povo.
O Brasil perdeu e saiu da copa. As pessoas se entreolhavam como se não acreditassem, mas era real.
Bom, infelizmente foi assim, mas era previsível. A verdade é que a seleção – em nenhum jogo – entrou em campo. Foi um fiasco.
Uma equipe só vence – principalmente copa do mundo – se tiver pelo menos um líder, dentro – preferencialmente dentro – ou fora de campo (o técnico) e o Brasil não tinha. Dançou.
Em 58 tinhamos Pelé, em 62 garrinhcha, em 70 Pelé e Gerson, em 94 Romário e em 2002 Rivaldo e Scholari. Jogadores que chamavam e decidiam o jogo.
Em 66, ninguém. Em 74, 78, 82, 86, 90, 98 (Rivaldo esteve mas não esteve)e 2006 ninguém também. Nenhum líder natural dentro ou fora de campo. Deu no que deu.
Em 82 inventou-se o quadrado mágico (Sócrates, Cerezzo, Zico e Falcão) reinventado em 2006 (os Ronaldos, o discutível Adriano e o ainda mais discutível Cacá) com jogadores bem menos qualificados com o objetivo de diluir entre 4 uma liderança que nenhum parecia querer exercer. Não deu certo e nem seria possível que desse. Talvez com Big Phil no banco ou talvez com Luxemburgo, mas sem ninguém é impossível!
Enquanto isso, nas ruas de São Paulo, do Brasil, a desilusão passeia.