Magia e Esperança
Puro espaço
Mudo e escuro
Cicatriz do nada
Grátis e tão desgastado!
Ao coração dói tanto
Sua íntima penumbra
Imersa, em transe, choro
O cínico espetáculo da história
Assim como os que indagam seu gênio
Constrangidos à dura realidade
Procuro um sentido para os gestos humanos
E rogo que lhe devolvam a vida
Pois, por sua passagem
Hei de debruçar meus olhos
E contemplar sorrindo
Em suas águas límpidas
De luz e de mistério
O brilho das estrelas!
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