A melhor máquina fotográfica do mundo

Hoje acordei com um pouco de tempo e bateu uma saudade imensa dos tempos de infância. Talvez por ter conversado, ontem, com minha prima Rosa Maria (quase irmã) com quem passei a infância morando na Rua das Camélias, falado sobre os fatos e pessoas daquele tempo.

Relembramos os vizinhos. Da Kátia, do Haiman, da Vera, da Bebel, do Marcos, do Hermaninho, do Marinho, Laude e tantos outros.
As festas juninas, com bandeirolas, fogueira, quentão, pés-de-moleque, o mastro com os três santos, os cachorros-quentes feitos pela Margarida, refrigerantes, paçocas, enfim tudo aquilo que faz parte dessas festividades.

Relembramos os aniversários. Como éramos todos de novembro, cada ano comemorávamos em um dia (15, 18 ou 25 de novembro). As diversas festas de Natal e Páscoa, os almoços e as alegrias e presentes trocados. As reuniões de sábado à noite, quando comíamos pizza, as quais meu tio Emílio dizia que era a comida dos anjos.

Relembramos também as missas, ocorridas na casa de um senhor português, devoto de Santa Rita. Onde o Cônego Olavo iniciou a campanha para a construção da Igreja em homenagem a ela. Lembro das quermesses que ocorriam embaixo da laje onde foi construído o atual templo.

Eram tempos festivos de minha infância. Até os nomes das ruas pareciam perfumar a vida, Rua das Camélias, das Rosas, das Hortênsias, das Orquídeas, dos Jacintos. Eram nomes de flores e a vida parecia ter o colorido, o perfume e a beleza delas.

Hoje acordei com saudade daqueles tempos, e só pude agradecer a Deus a alegria de ter a melhor máquina fotográfica do mundo. Que é a memória.
Sem ela não poderia reviver em pensamento, esses que foram os anos mais bonitos de minha vida.

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