Vila Maria baixa – Igreja da Candelária

Nos anos 70, a Vila Maria baixa era meu lugar preferido em São Paulo. Aquela velha Guilherme Cotching, arborizada, bonita; a praça Santo Eduardo e lá no fim da rua a Igreja da Candelária me transmitiam uma sensação de segurança. Aparentemente, nada mudou tanto assim, porém, quando observamos atentamente velhas fotografias, percebemos que mudou sim e mudou muito.
Tudo muda e isso é o natural da vida, claro; O importante é que não caia no esquecimento.
Uma coisa que gostava no bairro eram os nomes das ruas, ou da maioria delas, como Araritaguaba, Amambai e outras com nomes assim, exóticos (claro que a garotada em fase de alfabetização devia sofrer muito com isso). Não gosto de ruas com nome de pessoas, prefiro nomes mais criativos.
Esta Vila Maria de que falo, com a Praça Santo Eduardo ao centro, era a artéria principal, o cartão de visita pós-Tietê, para quem se dirigia à Vila Conceição, Jaçanã, Parque Novo Mundo etc. É claro que havia muitos outros caminhos, mas era o mais gostoso,embora, talvez, não fosse o mais prático, como não é hoje.
Se eu fosse fazer um mapa dos pontos que me trazem saudade em São Paulo, traçaria esse mapa a partir de rua Catumbi, cruzaria a ponte da Vila Maria (rebatizada com outro nome, mas o nome original é que está no coração do povo), seguiria a Guilherme Cotching até a candelária. À esquerda, a Sociedade Paulista de Trote; à direita, aquelas ruas todas que desembocam na Dutra. O campo da FRUM.
Avenida Conceição; das Cerejeiras; Cosmorama; Praça da Alegria; Roland Garros; Luiz Stamat.
Aí, alguém me diria, mas este mapa existe; estas ruas estão lá. Porque não as visita?
E eu responderia: Estão mas não estão; são mas não são, ou eu que já não sou?