São tantas as lembranças do bairro do Pari, talvez Canindé, tenho minhas dúvidas, só sei que morava na Rua Canindé, número 40, ali morava meu pai (Alfio), minha mãe (Cida), minha tia (Ely), meus avós (Moacyr e Angelina), meu irmão (Alfio, mais conhecido como Finho). Sem contar grande parte da minha família que também morava no bairro.
Lembro de alguns amigos que moravam por perto, como Airton, Adalderto, Sandra, Márcia, Sílvia, Ricardo, Rui todo pintado de sardas, descendente de portugueses, Baston, e talvez tantos outros amigos que agora não me recordo tão bem.
Frenquentadora do Clube da Portuguesa, acho que me associei desde 1969, e continuo frequentando, curtindo o restaurante, principalmente sábado à noite, onde ouvem-se fados maravilhosos.
Talvez o que eu mais me lembre dos tempos do Pari era a construção do metrô, a construção da Escola Orestes Guimarães, na Rua Pasteur, as brincadeiras após a Missa aos domingos pela manhã na Praça da Igreja Santo Antônio do Pari, e das Festas Juninas do clube da Portuguesa.
Um fato que marcou muito foi que, antes de morar na Rua Canindé, 40, eu morava na mesma rua muito mais abaixo, perto do Cine Haiti, não sei se alguém se lembra deste cinema. Pois bem, não sei bem em que ano, mas com certeza foi na década de 60, quando acordamos "enfiamos" os pés dentro d’água, nunca vou esquecer, a casa estava cheia de água, e minha mãe tinha sido operada, conclusão, tivemos naquele dia que subir a Rua Canindé transportando a minha mãe em uma grande tábua, até a Rua Canindé, 40, onde só saímos para um bairro da zona norte da capital. Triste não?! Desde aquela época já tínhamos problemas com as enchentes.
Mas sabem o que me dá mais saudade, é das vezes em que ia a pé até o Mercado Municipal com minha querida avó (Angelina).
Saudações!
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