Este calor infernal que tem feito em São Paulo nos últimos dias me fez voltar à infância. Hoje a criançada se refresca nos chafarizes, com mangueiras, em lagos, represas – estes últimos podem ser perigosos!
Quando eu era pequena (década de 60) e o dia estava muito quente (mas não lembro se tão quente como os de hoje), eu tomava banho no tanque de roupa! Antigamente os tanques eram grandes, feitos de cimento e largos o bastante que, se quisesse, dava para fazer uma casinha de cachorro pequeno embaixo!
Minha mãe então forrava o tanque com um plástico grosso (para não machucar o traseiro), prendia à torneira um pedaço de mangueira de botijão (azul) e lá ia eu para o meu spa. A água ainda vinha morna, pois o cano estava na parede que pegava o sol. Mas, como era bom!
Naquele tempo ainda tínhamos água de poço, então, como não havia conta para pagar, ninguém podia falar em desperdício. A água era enviada para a caixa d’água por uma bomba elétrica, e da caixa ia para a casa e para o tanque. Nunca tivemos problema com falta de água, então, para mim, todo dia de calor era dia de um spa. Lá eu ficava até sair enrugada. A saída de água era fechada, então, aquilo virava uma banheira… Ah… Ah… Ah… Como quisera poder fazer aquilo nos dias de hoje!
Infelizmente dois motivos me impedem: já não sou mais criança e o tanque da minha área de serviço (apertamento) talvez não resista ao meu peso, que já não é mais de uma criança… Mas que dá vontade dá…
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