Obtido por destilação ou fermentação, o álcool também é droga. Ele vicia, ele tira a consciência, anestesia falsamente, expõem o usuário a situações constrangedoras quando o seu efeito desaparece.
Vi muitos conhecidos jogarem fora seus bens materiais e familiares por haverem se tornado alcoolatras.
É lamentável, que assim como o fumo, o álcool seja tolerado como sendo uma droga socialmente tolerada, e permitida pelo interesse que os governantes têm devido à alta arrecadação que representam em impostos, mesmo que representem também gastos astronômicos para a saúde, que é perdida na maioria das vezes definitivamente.
Não pretendo de forma nenhuma fazer pregação aos fracos usuários destas drogas sociais para que as deixem, livrando-se destas famigeradas despesas diárias e pensem em poupar seu dinheiro e saúde.
Vejam só o que ocorreu em 1950: a prefeitura da cidade de São Paulo, para a colocação do sistema de esgotos residenciais, abriu valetas nas calçadas da Vila Clementino, as valas eram de mais ou menos dois metros de comprimento, mantendo entre elas um espaço não cavado de cinquenta centímetros. Bastava furar embaixo para uni-las para a passagem da tubulação.
Uma vez colocada a tubulação, as valetas eram fechadas com a colocação da terra que havia sido removida.
Com a colocação dos tubos e o aumento por afofamento da terra, cada uma das valetas ficava com a superfície elevada.
Vejam só qual a reação de um bêbado quanto está etílico, minha avó me chamou para ver, bem defronte ao nosso portão, ao lado de uma das valetas fechadas: um bêbado ajoelhado fazia o sinal da cruz, como se aquilo que ele via fosse uma cova fúnebre.
Isto é um pequenino conto do que de divertido também se vê em São Paulo, nossa cidade.
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