Não sou jornalista, escritor, poeta, gostaria de ter um pouco de cada desse dom.
Paraisópolis, no ano de 2008, andei por dentro dessa comunidade, conheci pessoas trabalhadoras, encanadores, pintores, empregadas domésticas, porteiros, inclusive uma jovem que estuda biologia e mora "num barraco". Almocei, já tomei vários cafés, tenho um amigo que vende num supermercado, é representante de arroz, há salões de festas, pizzarias, salão de beleza, enfim, uma cidade com 80 mil moradores chamada comunidade. Ainda não a "promoveram" a cidade como outras desse país varonil.
Ah!, comi churrasco na laje, nessa "laje" estava no centro de Paraisópolis, eu, Dr. Saulo Costa e Silva, meu amigo médico, o Geraldo, nosso amigo. Fiquei por um bom tempo olhando o redor, vi altos prédios, bonitos, com piscinas em cada andar, carros importados e nacionais, árvores, pessoas bonitas, bem vestidas, apartamentos de alto padrão. Paraisópolis, ao rés do chão, é uma ilha chamada Paraisópolis, próxima do Palácio do Governo Est. SP, Estádio do Morumbi, Hospital Albert Einstein, há vários colégios de primeiro mundo, enfim, tudo de bom. Só que para os habitantes de Paraisópolis, não há acesso a nada, somente são serviçais, de todos nem seus nomes a elite sabe.
Por alguns momentos fiz uma reflexão e comentei com meus amigos, não teria coragem de morar em nenhum dos dois lugares, cada um com sua peculiaridade, há sim bandidos dentro de Paraisópolis, como há no planeta Terra, mas com certeza é a minoria da população, devem ter lá seus motivos para virarem bandidos, não nasceram, optaram por esse caminho.
Assim como na Heliópolis, Favela São Remo, Alba, do Jaguaré, Rio Pequeno, dentre outras tantas.
Com certeza os conflitos entre polícia, poderes públicos, população, "favelados", igrejas, um dia acabarão, temos que ter esperança.
Afinal, não há nada que um bom diálogo não resolva, nós todos temos que nos envolver, assim, esse caos que instalou-se com crimes não continuará.
Salve Maria!
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