Há sessenta anos estavam sendo colocados na cidade de São Paulo semáforos de trânsito. No mês de setembro de 1948, estava sendo instalado o décimo quinto semáforo na Rua Marquês de Itu, esquina com a Rua Rego Freitas. Essa instalação era de grande importância naquele instante que o governador do estado, doutor Adhemar de Barros, foi convidado a ser padrinho da engenhoca, que para muitos era uma coisa do outro mundo.<br><br>Tanto prova que foi motivo de cobertura de reportagem radiofônica. Para tanto, a Rádio Bandeirantes deslocou o repórter José Carlos de Moraes (tico-tico), juntamente com o técnico de som Estevam Simões.<br><br>Enquanto esperavam o governador, que ainda estava em seu gabinete do palácio dos Campos Elíseos, que era próximo do local, um motorista passou pelo semáforo quando este estava na cor vermelha. Indagado pelo repórter o que tinha acontecido com o motorista que cometera a infração de trânsito, o guarda disse que nada de mais aconteceria, nem multa ele ia ter que pagar, porque ninguém ainda estava acostumado com aquele negócio. (Fonte de informação: Milton Parrom – Programa Memória – Rádio Bandeirantes.)<br><br>Lembro-me que quando criança, na escola, a gente aprendia o significado das cores dos semáforos, e que estavam em placas das ruas. Cor vermelha: pare. Cor amarela: olhe. Cor verde: viva! Então a gente decorava. Pare, olhe, viva.<br><br>Me lembro que nos anos 1950 os semáforos funcionavam no sistema manual com um funcionário do DST, Departamento Social de Trânsito, manuseando a alavanca para mudar a cor do "farol" popularmente assim chamado.<br><br>O semáforo foi criado para a gente parar o veículo e dar passagem ao que vem querendo cruzar a via, mas quando você para em um farol na cidade de São Paulo, seis coisas podem acontecer: te assaltarem, colocarem balinhas no retrovisor custando R$1,00, alguém vir lavar seu para-brisa, alguém pedir esmola, alguém fazer malabares na sua frente ou te entregarem um monte de panfletos de lançamentos imobiliários e de compra e venda de carros!<br><br>No dia 24 de outubro 2008, as emissoras de rádio divulgavam que, por causa da chuva, 64 semáforos estavam com defeito. Esse é o grande problema quando mais necessário se faz o sistema semafórico da cidade. O defeito por causa da intempérie.<br><br>Na cidade de São Paulo, o que se percebe, mesmo sem ser técnico no assunto, é a falta de sincronização dos semáforos. Quando abre um semáforo, no quarteirão seguinte ele está fechado. Aí, devido à curta distância dos quarteirões, sem que algum motorista queira um cruzamento fica fechado, e fica aquela orquestra de buzinas.<br><br>Em vários pontos da cidade tem uma placa no semáforo dizendo que ele fica desligado das 22 horas até as seis da manhã. Isso devido a evitar assaltos à mão armada que sofre aquele que respeita o semáforo fechado mesmo de madrugada.<br><br>e-mail do autor: [email protected]