Que fora que eu dei…

Lá pelos anos 1962, eu trabalhava na Companhia Brasileira de Colonização vendendo terrenos na cidade de Campos do Jordão. O escritório ficava na Avenida Ipiranga, 913, bem em frente ao Edifício Copan.

Por indicação de um amigo que tinha comprado terreno em Campos do Jordão – Vale Encantado, ele, como trabalhava no meio artístico, me apresentou a uma série de futuros compradores, dentre os quais uma artista que, naquela época, fazia muito sucesso na televisão: Jaqueline Mirna, por falar Arrarraquarra.

Telefonei para sua residência, mas ela estava viajando, e sua mãe me informou que voltaria dentro de alguns dias. Então marcou para ir a seu apartamento, que ficava atrás da Praça Rooselvet (Rua Caio Prado com Rua Augusta).

No dia marcado fui ao seu apartamento, e enquanto esperava para ser atendido vi em um sofá um lindo casaco de pele branca. Perguntei de quem era, sua mãe falou que era da Jaqueline.

Quando ela chegou, me apresentei, começamos a conversar. Querendo ser agradável falei: “que linda pele de gato angorá que você tem”. Para que, quase apanhei, pois não era pele de gato angorá e sim casaco de visom. “Acha que eu iria usar pele de gato?”.

Mas acabei vendendo.

Até hoje guardo na memória aquele momento em que fiquei vermelho de vergonha.

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