Ah, que saudades!

Assumindo meu lado saudosista, inevitável para quem nasceu na cidade de São Paulo no início do segundo terço do século XX, costumo contar aos mais jovens os aspectos civilizados desta megalópole, que eram os mais variados: no convívio e no respeito entre as pessoas, nas manifestações culturais de toda ordem, na limpeza das ruas e dos meios públicos de locomoção. Das elegantes "avant-premières" dos cinemas aos clássicos no Estádio do Pacaembu, onde se ia de "paletó e gravata", com a namorada ou esposa sem receios da selvageria hoje existente. Ah que saudades você deixou impregnada nas minhas melhores lembranças. Por isso, hoje, é muito triste dizer que te perdi de vista.