Cine Colonial, filme dos Beatles

Me recordo com saudades do tempo em que íamos ao Cine Colonial. Tinha duas sessões e, no intervalo, na lanchonete, era vendida água com groselha em garrafinhas de Coca-Cola. Era simplesmente delicioso! Foi lá que fui ver o filme “Os Reis do Iê-Iê-Iê”, com os Beatles.

Ao voltar para casa, tomávamos todo o cuidado ao atravessar a linha do trem. Aos domingos, onde havia uma parada em que antigamente funcionava a farmácia Pan., pegávamos o Maria Fumaça para irmos ao Horto Florestal fazer pin-nic. Dentro do trem, nossa brincadeira era pular de vagão em vagão. Era o máximo! Dava medo, mas era demais!

Naquela época, morávamos na Rua Copacabana. Na esquina, tinha uma padaria em que minha mãe comprava para mim um refrigerante de nome Cerejinha. Nossa, como era gostoso!

No final da Rua Copacabana, tinha um laboratório. No ano de 1958, ao atravessar aquela rua para fugir de um gato, fui atropelada por um funcionário desse laboratório que sempre descia a rua em alta velocidade. Ele fugiu, sem me socorrer. Quem me socorreu foi o Sr. Carlos, um dos sócios da padaria. Tinha sete anos nesta época e até hoje a trago em minhas lembranças.

Na mesma rua tinha o Calipal, nome dado a um terreno onde só havia pés de eucaliptos. Hoje, no local, funciona um posto de saúde. Tenho muitas histórias para contar, mas ficarão para outro dia.

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