“Sinto falta da agitação e pluralidade de São Paulo, acho que sou paulistana na veia, São Paulo é meu grande amor.”<br><br>Marina Gonçalves<br><br>Plagiei esta sua frase que achei muito completa, e diz também aquilo que penso e sinto.<br>Mesmo morando no interior mineiro, há vários anos não consigo esquecer de como é a vida aí em São Paulo. Aí tudo é mais intenso, mais completo. Aqui eu nunca fui a uma quermesse igual às que eu ia na Igreja de Santana e no Colégio Luiza de Marilac em Santana. Era tudo feito com o maior espírito verdadeiro a que se propunham aqueles eventos.<br>Barracas de todos os tipos de brincadeiras, argolas, pescarias, tiro ao alvo, beijos, correio elegante e também com guloseimas, quentão, pinhão (que só fui conhecer no tempo que morei em São Paulo), doces, pamonha, pé-de-moleque, etc.<br>Eram muito animadas aquelas quermesses. Os jovens do Bairro para ali se dirigiam toda noite, durante uma semana ou dez dias para prestigiar (tempo que permaneciam funcionando). A renda era sempre revertida para fins filantrópicos de ambos os estabelecimentos.<br>Lá na Igreja de Santana ainda havia bailinho para alegrar o ambiente. Era tudo muito bom, mesmo… E por sinal veio a calhar esta lembrança, nesta semana, pois tivemos o prazer dançar ao som de Mario Zan, do qual nunca esqueço a música "Festa na Roça", pois ao som dela dançamos muitas quadrilhas.<br>Estas festas sempre ocorriam na época da festa da santa ou santo padroeiro da Igreja ou nas férias do Colégio, por isso chamavam muita atenção.<br>Aqui em minha cidade, pode até acontecer alguma coisa que se assemelhe, mas não é da mesma forma, pois, claro, a juventude hoje tem outros interesses, e gostam de outros tipos de divertimentos.<br>Mesmo quando eu vim de mudança para cá em 1971 não vi este tipo de comemoração que pudesse ser comparada.<br>Outra coisa que não vejo aqui é a conservação de amizades por anos a fio como existe em São Paulo, as pessoas parecem que quando mudam de vida, esquecem com facilidade que viveram juntas as mesmas emoções e compartilharam as mesmas alegrias e belas fases de vida. Aqui o povo é amigo de quem está no mesmo patamar social. Ai, não, se são amigos, independentemente de morarem na mesma cidade, ou de estarem em condições diferentes, pelo menos a amizade permanece e sentem orgulho de relembrarem juntas dos momentos gozados juntas. E parece que se tornam cúmplices e isso alimenta uma amizade verdadeira.<br>Eu pelo menos tenho amigas, que não vejo há anos, mas nunca deixam de escrever, trocar e-mails, telefonar para enviar uma palavra de apoio e consolo nas horas mais difíceis e nas alegres também se alegram comigo, e a recíproca é verdadeira.<br>Quero citar seus nomes mais uma vez… Ivone, Corina, Regina, Maria Conceição e suas filhas Ana Paula e Solange, Neide, Vera e Marilene.<br>Não posso deixar de mencionar também minhas primas amadas, que tanto demonstram seu carinho por mim… Vilma do Saulo, Regina do Mauricio, Eliana do Cirilo.<br>Por isso e por todo carinho e respeito que recebo de todos deixo meu agradecimento sincero.<br><br>e-mail da autora: [email protected]