João Cachoeira, nome da mais famosa rua itahyense, dado em homenagem, ainda em vida, à um agregado da família Couto de Magalhães. Ele nunca foi escravo, portanto não podendo ser alforriado. Foi sim muito querido dos Couto de Magalhães, servindo-os como um "faz de tudo".<br>A Rua Iaiá, leva tal nome em homenagem á uma discreta senhora, a esposa do Dr. (dentista) Agenor Couto de Magalhães, um dos irmãos do Bororó (Arnaldo Couto de Magalhães), todos filhos de Leopoldo Couto de Magalhães Junior, (BIBI). Existem outras versões sobre o porque do nome e da rua Iaiá, aliás apelido muito comum naquela época.<br>O BIBI era filho do médico Leopoldo Couto de Magalhães, um irmão do general-brigadeiro José Viera Couto de Magalhães. O general foi o "ultimo presidente" no segundo império (D. Pedro II), da Província de São Paulo, portanto antes da Proclamação da República.<br>O general permanece no cargo por apenas 7 meses. Muito antes disso tinha sido: presidente da província de Mato Grosso (guerra do Paraguai) quando ganhou a patente; presidente do Pará e da Província de Goiás. Formou-se como advogado na Faculdade do Largo de São Francisco.<br>Já a Rua João Cachoeira foi uma das primeiras a serem nomeadas na região do Itaim, na época Chácaras do Itaí – sem o Bibi.<br>Os Couto de Magalhães tinham o costume de colocar nas ruas formadas, os nomes de parentes e amigos, bem como de palavras indígenas, (Iguatemi = buraco ou lagoa de água muito verde), de citações e título de livros, (Rua Iaia Garcia). Isso desde os anos da década de 10, quando dos primeiros loteamentos.<br>João Cachoeira, nome da mais famosa rua itahyense, dado em homenagem, ainda em vida, à um agregado da família Couto de Magalhães. Ele nunca foi escravo, portanto não podendo ser alforriado. Foi sim muito querido dos Couto de Magalhães, servindo-os como um "faz de tudo". Era bastante alegre, exímio cantador e contador de histórias. Também não era bêbado como algumas versões apontam. (cachoeira = sempre bêbado).<br>Estamos pesquisando sobre a existência de uma porteira na entrada à chácara, que ficava no final da agora Avenida Brigadeiro Luís Antonio e início da Avenida Santo Amaro, denominadas – na época – simplesmente de Caminho para Santo Amaro. A porteira era aberta sempre por um menino, talvez o então menino João, sempre se banhando numa pequena queda d' água, (cachoeirinha), pouco próxima a esta porteira. A queda d' água era no leito de um córrego (córrego do Sapateiro), atualmente canalizado, dando lugar à larga Avenida Presidente Juscelino Kubitschek.<br>O Bibi, (Leopoldo Couto de Magalhães Jr.), embora mais idoso que o João Cachoeira, era seu grande amigo e companheiro nas andanças e festas da região. Por coincidência os dois morreram em épocas próximas (1960). Dessa figura, (João) sabe-se ainda que teve uma filha e nós (AGMIB) estamos a procura dos descendentes. Tudo que sabemos é que moram no Vale do Paraíba/SP.<br><br>e-mail do autor: [email protected]