Hoje moro no interior (3 anos e 4 meses) mas nasci e cresci na capital, e lá se vão mais ou menos 43 anos (hoje tenho 49) quando minha mãe fazia trezena para Santo Antonio ali ao lado da faculdade de direito do Largo São Francisco. Essa trezena consistia em rezar 13 terças-feiras, ininterruptamente, mas como sempre havia algum transtorno e ela faltava em alguma, essa trezena se estendia por muito tempo. Então nestas terças meu pai, minha mãe, minha irmã e eu íamos à noite e de carro até lá; enquanto minha mãe e irmã entravam na igreja, meu pai que não era de muito rezar me levava até uma galeria (não me recordo se era a Prestes Maia) sei que era ali no Largo mesmo, para descer e subir de escada rolante, que para mim era quase a oitava maravilha, visto que eu não sabia de escadas rolantes em outros lugares.
Ficava ali durante todo tempo, com meu pai no topo da escada e eu um "N" nº de vezes a subir e descer, era o máximo.
Hoje conto aos meus filhos e eles não entendem a minha admiração, também, eles cresceram com essa e outras modernidades em clima de rotina.
Mas junto com as saudades de meus pais, a eterna lembrança do Largo São Francisco onde era sinônimo de diversão, porque nem mesmo televisão a gente ainda não tinha.