Mappin, um simbolo que São Paulo perdeu

Quem dos paulistanos ou moradores mais antigos não se lembra desse marco importante desta cidade?!
Ficava na Praça Ramos de Azevedo, bem defronte ao Teatro Municipal de São Paulo. Começou lá por Hum Mil Novecento e pouco, lá na Praça Do Patriarca, onde existe hoje um grande banco. Depois mudou-se para a Praça Ramos. No começo era uma loja da elite Paulistana, que se reunia no salão de chá, do 4º andar, mas por volta de 1950 foi vendida para brasileiros e se popularizou.
Na época de 1970, 75, o lugar era considerado o melhor ponto comercial da América do Sul, devido ao grande trânsito de pessoas a pé, que passavam defronte àquelas vitrines, e eram potenciais compradores, pois ainda não havia os Shoppings Centers na Cidade.
Já existiam outras filiais, como a loja da Rua São Bento, e a da Avenida São João, e depois, mais tarde, inauguraram o Mappin Itaim e o Mappin Santo André, mas a matriz da Praça Ramos, tinha alguma coisa diferente, que levava muita gente para lá.
Na porta principal, havia uma disputadíssima barraca de ofertas, que mudava de artigos constantemente, ao lado direito havia uma vibrante seção de perfumaria, e do lado esquerdo do salão principal diversos setores, bijouterias, presentes,relógios, papelaria. Nos outros salões do térreo, roupas masculinas, discos, sapatos e acessórios masculinos etc… No subsolo uma boa mercearia com muitos artigos importados.
Nos andares superiores, tinha quase tudo que se precisava, roupas esportivas, artigos para esportes, tênis, roupas infantis, roupas e calçados para senhoras e crianças, uma seção de jóias lá no meio das roupas de senhoras, setor de camping, setor de utilidades domésticas, utensílios, setor de cristais, setor de porcelanas, setor de música, setor de móveis devidamente separados por família, setor de TVs e setor de eletro-eletrônicos.
No elevador principal, havia um senhor italiano, que “anunciava” tudo o que havia em cada andar, antes do elevador parar, numa incansável repetição.
A loja abria às 8h30 da manhã e fechava às 24h, e quando acabava aquele movimento de clientes, começava o movimento de reabastecimento e manutenção da loja, com muitos caminhões e pessoas, que varam a madrugada trabalhando e agitando aquele lugar.
Nas épocas de Natal, o trânsito de pessoas que ficava dentro daquela loja, era um absurdo, mal se podia andar em qualquer um dos andares
mais movimentados.
As vitrines eram lindas e chamativas e recebiam um tratamento todo especial de cenário, que mudava de tempos em tempos, aplicavam bastante arte, antes de expor as mercadorias.
Na fachada e na marquise frontal, dos 3 prédios que compunham a loja, recebiam bonitas decorações de natal, que tornavam aquele lugar, mais especial ainda.
Durante todo o ano, havia promoções especiais e lançamentos de produtos, amplamente divulgadas na TV, que traziam pessoas dos mais distantes lugares para aproveitá-las… Uma delas que marcou foi uma liquidação de produtos de uma marca internacional de cosméticos, que gerou uma enorme fila de atendimento, em volta de quase todo aquele quarteirão na Praça Ramos de Azevedo.
Sua concorrente principal era a Mesbla que ficava na Rua 24 de Maio, ali pertinho, mas era uma loja menor e um pouco mais sofisticada.
O Mappin dava vida àquela parte da cidade, muito mais movimentada que hoje, e fazia dali um lugar muito especial na cidade de São Paulo, um marco que a cidade perdeu para sempre.

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