Fui estudante da Escola Estadual Teotônio Alves Pereira no bairro do Ipiranga, hoje moro na cidade de Lagoa Santa em Minas Gerais. Sempre que volto minhas lembranças para minha infância e juventude, vem em minha mente o tempo em que meus pais compravam lápis de cor, a cartilha Caminho Suave (a maior saudade) gostaria que meu filho Davi de um ano e seis meses tivesse a sorte grande de ler esta cartilha. Lembro de antes de entrar em sala de aula formávamos no pátio da escola uma fila indiana para cantarmos o hino nacional, era simplesmente o máximo, pois sempre me sentia capaz de alcançar os sonhos mais altos. Minha primeira professora foi a senhora Isaura, grande pessoa e fabulosa professora, pois as minhas primeiras letras foram ensinadas por ela. Já no meu segundo ano tive a felicidade de ter como professora a senhora Blenir, como dama da alta sociedade de São Paulo vestia-se maravilhosamente. No meu terceiro ano, minha professora foi a senhora Leonina, professora de maior tino para com seus alunos, pois a paciência com que ela ensinava era de cair o queixo. No quarto ano minha professora era a senhora Maria Helena, gostava muito de seu sotaque sulista. Existia no pátio da escola um pequeno auditório que usávamos para jogar futebol durante o recreio, nossa diretora vivia pegando no nosso pé, pois voltávamos para a sala de aula suados. Tenho saudades daquelas tardes de sábado porque existia o famoso greminho escolar: praticávamos jogos, comíamos os melhores lanches de mortadela da cidade, feito pelas nossas colegas de classe. Quando chegava o mês de junho, tínhamos as festas juninas, famosas por seus jogos, seu quentão e seu churrasco. Em nossa época existiam os jogos da primavera, por várias vezes chegamos quase às finais, lutando e ostentando nossa camisa com muito orgulho.
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