Lembro-me da vendinha do Sr Manuel na rua Itaquerí. O Carroção de doces Confinça, no formato de uma diligência, daquelas do velho oeste, parava para descarregar e eu ficava sempre a espera para ganhar um doce.
Lembro-me dos Bebedouros de água para os cavalos. De ferro maciço e redondo, em formato de chafariz, os carroções do lixo puxados a burro, aliás, a garagem dos burros ficava ao lado do cemitério da quarta parada, hoje Avenida Salim Maluf com a Padre Adelino.
Lembro que pegávamos o bonde no centro e íamos até Santo Amaro para ficar apreciando a Represa de Guarapiranga. O lago do Ibirapuera com seus barquinhos motorizados e seu restaurante flutuante. É, só viu quem viveu essa época.
Lembro-me do velho e bom Colégio Brasilux, do cine Roma, Ouro Verde. Da turma da Rua Ana Clara e da Rua Itaquerí. As tardes de violão e guitarra. Ensaios, Era Beatles na década de 60.
Por incrível que pareça, brincava e nadava onde hoje é a Salim Maluf. Água cristalina e pequenos peixes coloridos que levava para o meu aquário.
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