Ipiranga, Dia dos Pais, à tarde

Após o almoço fui dar um passeio pelo bairro, após caminhar bastante, parei na Rua Agostinho Gomes, no quarteirão situado entre as Ruas Lucas Obes e Almirante Lobo, onde passei a minha infância e uma parte da minha adolescência, a tarde vinha caindo lentamente e de repente comecei a lembrar-me do passado vivido naquele pedaço de rua. Hoje ele está bem modificado, as casas foram reformadas e ganharam novo aspecto, no meu tempo não havia calçamento, que tempos felizes aqueles!!! A vizinhança cordial e solícita sempre pronta a colaborar indistintamente (senti isso quando do passamento de minha querida mãe, falecida prematuramente aos 29 anos). Morei na casa de nº 2197, hoje está modificada, na época era apenas um quarto e cozinha com banheiro fora. Nos fundos morava uma família de espanhóis, pessoas boníssimas, mas me lembro somente dos nomes de 2 membros: Miguel e Melchior. Dos moradores daquele pedaço de rua guardo lembranças da oficina do senhor Vicente, da Irene e do Enzo, filhos de um senhor alfaiate cujo nome não me recordo, da Jane, uma menina de longos cabelos loiros, cujo irmão casou-se com um rapaz de nome Silvio, da família Vidal, cuja mãe se chama dona Anita, tiveram um trauma devido ao falecimento prematuro de um de seus filhos, de nome Araken, mas tinham o Getulio e um filho mais velho cujo nome não me ocorre agora. Esse pedaço de rua que guardo saudoso no fundo do coração.

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