Faria tudo outra vez

À medida que o tempo passa, a saudade aumenta, e as recordações vêm a tona. Minha vida de “oriundi” no Brás teve três etapas; a infância e pré-adolescência, estudando no liceu acadêmico são paulo, morando com minha avó italiana, e convivendo com meus tios também italianos… adquirindo os hábitos e costumes da velha Itália – inclusive o sotaque… até hoje ouço minha avó me chamando na rua – zidurí [isidoro] – acompanhando o palestra na a gazeta esportiva, ouvindo canzonettas as 6 horas pelas ondas am, ouvindo meu tio tocar piano, aprontando com um monte de amigos da escola e da rua, os quais a maioria nunca mais vi e de quem tenho uma tremenda saudade. A segunda fase da minha vida passei na faculdade de odontologia da usp, onde conheci minha esposa, fiz novos amigos e saí para enfrentar a vida com mais responsabilidade. Na atual terceira fase, voltei a estudar, a colecionar coisas, a brincar – com a minha netinha – a chorar de saudades, a querer a presença da minha mãe que se foi; enfim tudo passou tão rápido e eu não soube aproveitar os bons momentos e estou querendo que tudo volte.

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