São Paulo, 17 de agosto de 2012. 79 anos vivendo em São Paulo. Na sexta-feira, exatamente às 10h da manhã, decidi narrar com alguns detalhes a vivência da nossa família nesta magnífica metrópole. Em meados do ano de 1933, meus pais resolveram deixar a cidade de Valinhos, próximo à cidade de Campinas, interior de São Paulo, convidados por parentes que aqui já habitavam, para morar e deixar o trabalho na lavoura e tentar melhorar de vida com trabalhos acessíveis e mais rentáveis. <br><br>Meu pai, Manuel Antunes dos Santos, e minha mãe, Fiorina Cucchi, nasceram em Campinas, ele no dia 5 de setembro de 1905, ela no dia 14 de maio de 1914. Casaram-se no dia 5 de outubro de 1929, na Catedral de Valinhos, onde fui batizado e crismado. O casal teve quatro filhos: eu, José Antunes dos Santos (nascido em 6 de janeiro de 1931), minha irmã Olivia (nascida em 8 de abril de 1933), ambos em Valinhos; a Cecilia (em 1º de março de 1935) e a caçula, Aparecida (em 10 de setembro de 1937), ambas nascidas no bairro do Bixiga.<br><br>Quando aqui chegamos eu tinha dois anos mais ou menos e a Olivia alguns meses. O nosso primeiro endereço: Rua Doutor Luiz Barreto, 299, no bairro do Bixiga, de propriedade de dona Maria Antonia Massaro, mãe do meu tio Agostinho Pagliaro, casado com a irmã de minha mãe Anunciata Cucchi; o casal tinha duas filhas na época, a Antonia e a Tereza. Todos eles, nós, o irmão de minha mãe, Amadeu Cucchi, casado com Ema Ipolito, e o bebe Lauzinho Cucchi. Ali moravam também dois casais com filhos. Depois de mais ou menos dois anos nesse local, a nossa família e a família de meu tio Amadeu moramos por mais ou menos dois anos em um sobrado da Rua Joaquim Floriano, no Itaim Bibi.<br><br>Em 1936 voltamos ao Bixiga, para a mesma rua: Doutor Luiz Barreto, mas para o nº 329, ao lado dos fundos do terreno da Igreja Nossa Senhora Achiropita, de propriedade das famílias Sgarro e Specchio. A nossa família morou até 1951. A família do meu tio Amadeu cresceu, com os filhos José, Maria e Leonilda, e continuou morando lá por muito tempo. Em 1951, até maio de 1957, moramos na Rua Herculano de Freitas, 229, propriedade da família Episcope. Em maio de 1957, mudamos para a Rua Bueno Brandão, 442 (fundos), que adquiri de meu tio Agostinho Pagliaro. Ali moramos até outubro de 1968, fui obrigado a vender por motivo de desapropriação. Por tal motivo, comprei o sobrado da Rua Prof. Vahia de Abreu, 437 (casa 8).<br><br>O meu cunhado Renê, por motivos idênticos aos meus, comprou o sobrado vizinho ao meu, ou seja, a casa 6. Resumindo: desde outubro/1968 até hoje, há quase 44 anos, esta é minha atual moradia: Rua Prof. Vahia de Abreu, 437 (casa 8) – Vila Olímpia. Moro sozinho, ainda solteiro, e aqui ficarei até quando Deus quiser e eu puder. A minha irmã Aparecida mora na casa 6 há quase 44 anos também, ela ficou viúva, a filha caçula Rosangela mora com ela. Durante todo esse tempo conquistamos mais parentes, amigos, mas por outro lado, perdemos muitos entes queridos, principalmente os mais idosos. Eles devem estar em um lugar mais aprazível.<br><br><br>E-mail: [email protected]