Cara Julia, desculpe se não lhe respondi, no texto publicado grupo escolar, sendo você autora, Julia Poggetti Fernandes Gil em 1 de fevereiro de 2013 como fez a Walquiria. No seu texto, você me “intitulou” sem querer de omisso. Nós meninos somos diferentes das meninas. Todavia, estou arrependido e desculpando-me, demonstro minha falta de atenção com esta resposta-texto.<br><br>Nossas maletas eram de couro, ou material plástico com fechos duplos e com repartições onde púnhamos os nossos cadernos e livros. Nossos uniformes, calças azuis e camisas brancas com o nome do Ginásio, poucos tínhamos, isto é, em tempos de chuva, nossa mãe precisava esquentar a roupa molhada (uniformes) com ferro quente, para podermos ir para a escola. Chovia e muitas vezes, uma semana inteira ou mais, e o trabalho que dava para deixar os uniformes aptos ao uso.<br><br>O material que sempre carregávamos era o lápis preto, borracha, régua de madeira, caneta tinteiro, lápis de cor, quando tínhamos aulas de desenho. Não gostava muito das canetas tinteiro, pois às vezes manchava a camiseta escolar. A matemática sempre foi difícil, sua sigla MTM ainda está na minha memória. No começo de tudo, nossos professores deveriam ter nos esclarecidos que essa ciência exata é importante, claro que há pessoas que não gostam das ciências exatas e preferem cursos onde a matemática não é tão usada, apenas o mínimo, e seguem profissões como direito, psicologia, pedagogia, etc. <br><br>Na faculdade, tive que recordar as bases fundamentais de todas as operações existentes e aquelas regrinhas, muito importantes, pois sem elas os obstáculos para esse estudo complicam bastante. Havia um modo de estudar matemática, era o estudo em grupo, pois um tirava a dúvida do outro e assim se prosseguia. Se o aluno estudar sozinho, acontece o seguinte: na primeira dificuldade ele desanima. Outra coisa importante. Nesse estudo, presta-se muita atenção na aula, digo, nas explicações e no raciocínio dos professores, e voltando para casa é necessário fazer uma revisão da matéria, estudando e praticando bastante, para gravar o jeito de fazer. <br><br>A língua portuguesa também é muito difícil, pois no nosso idioma o interessado precisa conhecer as regras gramaticais, ter o estilo literário e saber fazer corretamente as análises sintáticas, dos períodos, sentenças, etc. Conhecer os pronomes indicativos e quantitativos, os artigos, advérbios, conjunções, etc. São matérias básicas, que o aprendiz deve se esmerar no estudo. Nos livros, ler e ouvir as explicações dos professores, nas matérias: Biologia, Ciências Naturais, línguas estrangeiras (inglês, francês e o latim, além do espanhol).<br><br>Uma maneira de avaliar o aluno é através dos testes ou provas. Estudar para a prova! Meu Deus! Quanto compromisso em estudar para passar com média acima de cinco. Confesso que nunca fui um aluno brilhante, aqueles “c.d.f” da vida. Hoje, quando se escuta um bom jurista ou um profissional qualificado, faz-se ideia de quanto ele estudou. Obrigam os bons profissionais a manterem-se atualizados na sua área específica, por isso a formação deve ser sempre contínua. Médicos, advogados, precisam sempre se atualizar. Há muita baboseira nos estudos fundamentais e médio, mas sem eles não se acende a grandes cursos de profissionalização. <br><br>Na Matemática, admiro, por exemplo, meus três filhos (todos eles engenheiros) e ficava sempre imaginando o quanto deveriam saber para terem êxito nos cursos de graduação. Voltando ao tempo da escola. Os “meninos” são diferentes das meninas. As meninas, vocês são cheias de detalhes, na bolsa, no jeito até de carregar o material. Enquanto os meninos seguram e levam pastas, as meninas carregam o seu material horizontalmente, no braço esquerdo, e junto à mama esquerda. Esse gesto caracteriza o modo feminino de se comportar. Isso ficou gravado na minha lembrança. E até imitando esse gesto, lá uma vez ou outra, sem querer, até rirmos do nosso próprio jeito feminino de ser. “Ai ai”, que vergonha.<br><br>Nossos pais nos obrigavam a estudar, estudar e estudar, pois era o único jeito de garantir um futuro na vida. E ainda hoje essa prática deve ser seguida. Sem um curso superior ou mesmo médio, técnico, dificilmente se consegue um bom emprego. Além disso, os concursos selecionam as pessoas que sabem mais. Isso, a meu ver, não indica necessariamente que o profissional seja o mais indicado para aquela função. Muita coisa necessária não se aprende na escola, tais como iniciativa, decisão, coragem, capacidade de liderança, e sendo um grande líder, ou um estadista, são coisas raras, isto serve para o comando de corporações, exércitos e até de nações.<br><br>Ora, falar em grupo escolar é necessário destacar o papel dos professores. Esse marginalizado detentor, às vezes de baixos salários, precisa se desdobrar para cumprir fielmente a sua missão de educador. Os pais também precisam compreender essa necessidade da formação escolar, são, portanto, os motivadores do sucesso de seus filhos ou enteados e ainda tutores se for o caso. Estudar História e Geografia, Literatura, Química, Física, precisa de empenho. Profissão que admiro bastante é o jornalismo. Sobre jornalismo, a função mais importante pela ordem: primeiro ser repórter, atento aos furos da notícia, redatores ficam bem a frente do editor, depois do diretor de publicidade, diretor financeiro, pois é quem paga a conta, pois o dinheiro é necessário para o pagamento desses profissionais. O último da lista dessa área da comunicação é o "dono" do jornal ou da revista.<br><br>Bons jornalistas estão à frente dos editores, repórteres à frente do jornalista. Qual a função do repórter? Segundo Joel Silveira, dos Diários Associados, é “ver a banda passar” e não fazer parte do desfile, pois se fizer, deixa de ser repórter para ser outra coisa. Detalhes importantes esses que menciono. Como o texto servirá para destacar a importância dos nossos estudos, claro que o caráter da pessoa, sua personalidade, a moral e a ética, até a espiritualidade são ingredientes necessários ao êxito do bom profissional, mas o mundo não segue rigorosamente essa ordem. Não sei e não consigo imaginar tudo o que pensam os verdadeiros representantes do conhecimento, matéria que exigiria a participação de mais conhecimentos, coisas que não temos sempre a mão, assim não adianta nos metermos em coisas que se nos dizem respeito, não é nossa especialidade pura. <br><br>Estudar é bom. Os resultados sempre chegam. Não fossem os estudos, eu não estaria escrevendo essas coisas, um pouco de tolices às vezes acontece, mas vocês, meus amados, cada um tem sua própria história escolar, assim, respondo a Júlia e se o site quiser aproveitar a resposta que publique.<br><br>Infelizmente, em São Paulo não sentei em bancos escolares. Procurei, mas a tarefa de se manter era tão grande que não sobrava tempo para o estudo e foi para isso basicamente que no passado me desloquei até esta cidade maravilhosa, o São Paulo minha cidade.<br><br><br>E-mail: [email protected]