Oriundo do Rio de Janeiro, cheguei em São Paulo em 1937, morando talvez um ano na Rua Coriolano, tendo em seguida vindo para a Vila Pompéia, na Rua Ministro Ferreira Alves, 47, e posteriormente para o nº 66, onde fiquei até 1954.
Lembro perfeitamente da Avenida Pompéia sem calçamento, advindo após a instalação de uma linha de ônibus que descia a Avenida Pompéia, Rua Turiaçu, Cardoso de Almeida, Avenida São João até o Anhangabaú. Onde hoje se localiza o bairro do Sumaré, antigamente era um local cheio de árvores onde a linha de tiro, que fazia sua sede no campo do Palestra Itália, ia fazer treinamentos no então chamado Morro do Piolho.
Depois as ruas começaram a ser calçadas com macadames e rapidamente o bairro foi crescendo, tornando-se hoje, um bairro de alta classe.
O campo do Palestra transformou-se na Sociedade Esportiva Palmeiras. Em frete ao Parque Antártica, passava um rio que, em época de grandes chuvas, inundava o largo da Pompéia.
Os bondes que vinham da Lapa e os que faziam retorno no largo Pompéia ficavam impossibilitados de passar.
Entre a Rua Venancio Ayres e Turiaçu, tinha o Grupo Escolar de Vila Pompéia, que muitos anos depois se transferiu para a Rua Padre Chico, com o nome de Ginásio Miss Browne.
Grandes indústrias começaram a ser instaladas, como a Trol, Molas Scripilitti. Muitas coisas já não consigo lembrar, mas foi no bairro de Vila Pompéia que passei minha infância e adolescência sem violência e onde fiz grandes amizades.
Não sei se ainda conseguirei rever o Milton Silva, Nibio Olivieri, Ary Moreira da Costa, Silvio Batista, e outros que já nos deixaram para sempre, como Valdomiro Antonaglia, Arthur Teixeira Greco, Perseu Rhomens, Valdemar Canhacci, Armando Teixeira Grecco. Os irmãos Glauco e Glaucia, Ernesto Barbosa Dotti, os irmãos Moacir e Caiuby Rhomens, e outros que já não me recordo.
Foram anos muito bons, apesar de termos passado por uma guerra de 39 a 45 que nos deixava muito preocupados, embora fosse longe daqui. Grandes recordações.
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