Foi na década de 1970, no auge da minha vida boemia, uma das boates ou restaurante que eu gostava de frequentar era a Baiuca, ficava nas imediações da Praça Rooselvet, na Rua Consolação, próximo à igreja, era uma casa pequena, logo na entrada tinha o bar com poucas mesas, o balcão com várias cadeiras e em frente tinha um piano e uma pequena orquestra, que tocava a noite toda, e os cantores iam se revezando, cantores como Jamelão, Noite Ilustrada, Djalma Dias e muitas cantoras da noite, ao lado do salão do bar tinha o restaurante, com pratos deliciosos, eu adorava comer o famoso coquille de haddock, era uma delícia, a Baiuca era uma casa que era frequentada por todo tipo de boemio, casais, homens, mulheres, namorados, todos gostavam de ficar no bar, bebendo e ouvindo os cantores.
Muitas vezes eu fui sozinho, sentava no sofá, pedia uma bebida, umas empadinhas, pasteizinhos e ficava a noite toda curtindo o Jameläo, com sua linda voz, sempre chegava alguns colegas e depois íamos jantar no restaurante ao lado do bar, foram os anos mais maravilhosos da minha vida, as madrugadas sem violência. Na saída pegávamos um táxi e íamos embora para casa, muito feliz por tido uma noite maravilhosa, hoje está tudo mudado, a juventude tem outros divertimentos: baladas, drogas, brigas, mortes, etc. não temos mais restaurantes como Baiuca, O Beco, Palladium, Zilertal, Urso Branco, enfim, já se passaram mais de 50 anos, mas como dizia a canção do Nelson Ned, tudo passa, tudo passara, e nada ficara, e assim é a vida, agradeço a Deus por ter vivido esse momentos maravilhosos, agradeço ao Site SPMC, por poder voltar e contar a todos, Uma noite na Baiuca.
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