São Paulo já nasceu predestinada a se tornar uma terra de todas as naturalidades, de todas as raças, credos, costumes e individualidades.
Aqui todos podem ter seu berço, mesmo quem não nasceu aqui, como eu, aqui pode começar tudo de novo. Existir de forma mais plena, neste espaço imenso, onde o viver pode se expressar com mais liberdade.
São Paulo nasceu pequena, uma pequena vila, mas sobre um extenso planalto onde teria como se expandir para cumprir a sua missão de receber e abrigar a tantos. São Paulo também nasceu simples, mas desde cedo, com vocação a ser útil na vida dos viajantes que cruzavam seus caminhos entre o interior paulista e o mar.
São Paulo tinha um destino a seguir, foi sua gente aqui gerada e por ela adotada que construíram sua imagem com suas múltiplas diferenças para que ela se tornasse igualmente fascinante. São Paulo não nos foi "entregue" pronta, porque não se destinava a somente nos tornarem hóspedes e admiradores dela.
Algo como um divino presságio, São Paulo precisava se tornar grandiosa através do nosso trabalho, da nossa coragem, da nossa determinação e perseverança para que, a exemplo do apóstolo que lhe inspirou o nome, pudesse transparecer para o mundo a beleza de seu interior tocada pelo ideal de cristãos ou não cristãos de abrigar em seu seio a convivência solidária e fraternal.
"Non ducor, duco" diz o seu lema e São Paulo nunca haverá de ser conduzida pelos caminhos do mal, porque o seu povo, todos nós, haveremos de dignificar o seu lema para conduzirmos seus passos pela luz da esperança e do progresso do ser humano.
São Paulo, eu te amo!
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