Uma infância à moda antiga em meados da década de 90

Nasci em 1992, em Santo André, mas pouco morei lá, vindo viver em são Paulo com pouco mais de um ano.

Eu, minha mãe e meu pai vivíamos perto do parque do Carmo, na Zona Leste. Das poucas lembranças que tenho da época, as mais marcantes são das brincadeiras que eu mais as outras crianças da rua fazíamos. Brincadeiras ensinadas pelos mais velhos, geralmente os avós de alguma das crianças da rua. Era mãe da rua, esconde-esconde, pega-pega, rolimã, bola.

Lembro do dia em que em uma certa tarde estávamos eu e mais alguns amiguinhos brincando na rua, rua de terra aliás, quando o avô de um de meus vizinhos chegou com uma novidade para todos que estavam na rua. Um peão. Foi a sensação de vários dias, inclusive saindo até briga para ver quem ficaria com o brinquedo cada dia da semana. Eu por ser uma das únicas meninas dali tive o privilégio de ficar com o brinquedo duas vezes por semana, no sábado e domingo.

Algum tempo depois eu e minha família nos mudamos para a Zona Norte, para ficar mais perto de meus avós maternos. Viemos morar no pé da Serra da Cantareira, onde as ruas amplas eram ideais para mais aventuras no dia a dia.

Eu passava os meus dias na rua, brincando, aprontando, conversando.

Infância passada que deixa saudades. Infância, vivida agora há pouco tempo, mas que sinto como se tivesse sido há séculos.

Infância sem computador, videogames, apenas bolas, bonecas, brincadeiras.

Infância vivida com muita felicidade.

E-mail: [email protected]