Meu nome é Airton, porém o meu apelido é Billy. Estamos no ano de 1965, estou curtindo o bairro de Santana, voltando com toda força ao mesmo, pois mudaria para o bairro do Chora Menino. Lá pelo ano de 1956, a Jovem Guarda está a todo vapor, os Beatles estão agitando quase todos os conjuntos como o meu “Os Bratmos”, mistura de brasa mais ritmos cantamos os sucessos do momento principalmente os da Jovem Guarda, do conjunto inglês e as românticas músicas italianas.
Os bailes se sucedem em vários clubes, casas de família, conhece-se varias garotas, as paixões surgem, os amores platônicos passam e seguem; existe o respeito, os beijos furtivos acontecem nos escurinhos dos cinemas Hollywood, Vogue, o amasso ousado é censurado nos bailes de família… Tenho apenas 22 anos, estudo no Vitor Viana que tem as mensalidades mais baratas, ao contrário do elitizado Colégio Salete. Durante o dia sou um trabalhador, trabalho na loja Cassio Muniz na Praça da República, logo de manhã pego carona com um vizinho num velho jipe, não tenho às vezes um trocado para pegar o ônibus elétrico, ás vezes tenho a sorte de ter uns passes escolares, mas o cobrador desconfia, pois não é hora da escola.
Billy vai ver a saída das lindas garotas do Colégio Santana, eu sei que não teremos sucesso nas investidas, também pudera elas preferem os filhinhos de papai, diria o paquerador José Augusto. Ocorrendo a frustração vamos tomar um sorvete na Padaria Polar. Por lá é encontrado o Sergio Reis e os Vips vão se preparando para ir participar do programa da Jovem Guarda. Tudo era encanto nessa época, o tempo passou tão depressa, a gente nem percebeu… Agora bate uma certa nostalgia, um dia eu fui um rapaz chamado de Billy.
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