Março de 1960. Aprovado no vestibular, começo o curso de Engenharia Civil na Escola de Engenharia da Universidade Mackenzie.
Aulas de Física, Matemática, Química, Desenho. Um princípio de Engenharia Civil: a cadeira de Topografia, ministrada pelo Catedrático Professor Doutor Engenheiro Serafim Orlandi, auxiliado pelos Assistentes, Professores Engenheiros Alberto de Campos Borges e Cláudio Orlandi. Os veteranos sabiam, os calouros ficaram sabendo, que o Professor Cláudio era filho do Professor Serafim. E mais: o Professor Cláudio era sempre referido como Professor Neto.
Dezembro de 1960. Época de provas, estávamos conversando no pátio o colega Ruy e eu. O Ruy manifesta vontade de ir até a secretaria, pois precisava conversar com um dos professores; acompanhei-o.
Lá chegando, o Ruy pergunta para uma das secretárias: "O Professor Neto está?" A jovem, surpresa, responde com outra pergunta: "Você quer dizer o Professor Cláudio Orlandi?" O colega insiste: "Quero falar com o Professor Neto!". Ouve como resposta: "O Professor Cláudio já foi embora".
Saímos, o Ruy e eu. Intrigado, questiono: "Ruy, como é que você foi perguntar pelo homem, chamando-o de Professor Neto?" Resposta: "Qual o problema? Não é esse o nome dele?" Esclareci o quiproquó: "Ruy, o nome dele é Cláudio; todos aludem a ele como Professor Neto porque o pai é que é o Filho da P…".
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