Decorriam 19h30, estávamos eu e Francis, minha adorada esposa, ansiosos, apostos na porta da igreja, como não poderia de ser inquietos e eu na figura de um pai apreensivo não via a hora de a cerimônia ter o seu início. Chovia naquele instante, no início daquela noite uma garoa fina que confortavelmente beijava a nossa fronte; naquele momento tudo nos emocionava, seria o prenuncio de muita felicidade.
Minha esposa Francis, então, linda em um vestido azul apareceria na minha mente a mesma noiva que em um passado tão distante me colocara nas nuvens, a sua beleza neste instante era indiscutível apesar do passar dos anos. Meu filho André iria contrair matrimônio com uma linda jovem chamada Roseana. A igreja ornamentada receberia os convidados bem trajados, a elegância notava-se no ambiente festivo. A seguir, foi a vez da entrada dos padrinhos. Atrás, íamos eu e minha esposa Francis com a emoção tomando conta de nossos corações; andamos em um tapete vermelho conduzindo nosso filho André até o altar para a espera da noiva. Minutos após, entregaríamos de corpo e alma a sua futura esposa.
As flores então deram o costumado encanto ao já festivo cenário, ornamentando os bancos ante o olhar cativante dos convidados que se aglomeraram ante ao som da música sublime que um coral transmitia. Foram momentos inesquecíveis e imortais ao pensamento. Eis que surge a noiva. Os olhos então procuram a figura alva, linda, altiva que a todos encantaram. Seu pai orgulhoso entrelaçando sua filha para ir de encontro ao deslumbrante altar para encontrar o seu amado, futuro esposo. Os clarins então saudaram a entrada da noiva, que a beira do altar se despediu beijando docemente a face paterna. O noivo, sorridente, já estava ali. Ao som de um violino, deram-se as mãos e postaram-se junto ao altar e na presença do sacerdote foi iniciado o ritual do enlace.
Os noivos não viam a hora de se dar o "sim" e selar através de um beijo os votos de uma eterna e imortal felicidade, até os fins dos tempos… As palavras do sacerdote soariam na igreja; tão sábias que jubilariam a união de todos, principalmente do novo casal que Deus iria abençoar. O "sim", o momento mágico dessa celebração, a troca das alianças, símbolo do amor maior, alianças estas que foram trazidas por uma linda daminha, cujos olhos azuis cintilariam aos céus.
A emoção transbordou e lágrimas de alegria jorrariam no ambiente. Os clarins então soariam a canção nupcial e os novos deixaram o altar tendo no coração o sentimento de que seriam felizes para todo sempre. A seguir, ocorreram os abraços de felicitações, os desejos de imensas e eternas felicidades. Depois, na festa, ocorreu um universo de encantamento coroando com uma linda canção cantada pelo pai do noivo dando um toque de homenagem ao casal. Chuvas de arroz, 20 de maio de 2011, uma noite, em uma igreja de Santana – SP aconteceu um casamento, um encantamento. André e Roseane…
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