"Tinturero" e outras profissões

Dispensável escrever que sempre gostei dessa arte, embora não seja um artista, sempre começamos com ditados, redações, cartas e por aí vai… Hoje, caso entremos em uma sala de aula e dizemos: "Vamos fazer um ditado" talvez as crianças fiquem pasmas e achem que você é um "louco". Pois bem, sigamos a história. Lembro-me, lendo as histórias das profissões que vem dos anos desde o começo das civilizações, vindo mais à modernidade, de uma que quando garoto todas as terças-feiras aparecia em casa um senhor chamado Sergio, que gritava: "Tinturero!", era um japonês com sua bicicleta, um suporte no bagageiro, onde recolhia as roupas sujas e depois de dez dias aparecia com elas limpas, passadas, engomadas.

Na época "coisas" chiques, cheirosas eram calças, blusas. Vejam que sabíamos seu nome e ele os nossos, meus tios também mandavam suas roupas para lavar, assim como toda rua. Tinha dia e horário para passar. Essa profissão não sei como surgiu e porque só os orientais faziam isso, talvez até por necessidade na maioria das vezes ou falta de recursos para sustentar a família.

Era tudo manual, a "tinturaria" do senhor Sergio ficava no bairro, sempre encontrava com ele e sua "bike" à coletar roupas no começo (bairro do Campo Grande – Av.
Nossa Sra. do Sabará). Posteriormente, tinham as cortinas, depois tapetes, nos ternos eram sempre exigidos mais limpeza, pois em ocasiões de casamento era obrigatório seu uso. Fazia muito tingimento também com as famosas "tintas Guarany", pois assim aproveitava-se melhor as roupas e economizava-se também, era "tinta dois em um".

Assim como tínhamos outras profissões que atualmente talvez só nos interiores de São Paulo e Brasil, como "leitero", o que entrega leite, padeiro, que entrega pão, verdureiro, sapateiro, alfaiate, doceiro, as benzedeiras, ferreiro, pipoqueiro, tem uma que é interessante o "pexero", só vendia sardinha, relojoeiro, barbeiro, mecânico bom e só consertavam carros com poucas ferramentas: chave de fenda e alicate, profissões que atualmente, ou em breve, não existirão mais em face da modernidade, com máquinas e falta de mão-de-obra.

Eram profissões artesanais, praticamente que durante anos existiram, os locais que sobram atualmente viram pontos de encontro ou museus, dos amigos. Saudações a todas as profissões à moda antiga.

E.T.: falta o "i" nas palavras, pois era assim que pronunciávamos.

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