Li, neste site, muitas histórias do meu tempo da juventude e lembrei dos bons tempos.
UMA PARTE DA MINHA VIDA EM SÃO PAULO
Acabou a II Guerra Mundial e mudamos do interior para São Paulo. Andando no centro com meu pai, vi o prédio Martinelli e, lá em cima, uma grande garrafa da Coca-Cola, girando.
O prédio do Estado de São Paulo não estava terminado, se não me engano; e à Catedral da Sé faltava terminar a torre da esquerda, a qual da praça se olhava.
Tinha um local para os cavalos ou birros beberem água, na Praça da Sé; um relógio grande, que nunca consegui parar para ver porque mudavam muito de local. Vi as grandes propagandas com letras e enfeites que se mexiam (o neon).
Como era boa esta cidade de São Paulo. Fomos morar no bairro do Tatuapé.
A FAVELA
Uma vez, andando de bicicleta perto do Rio Tietê (sem poluição), vi um monte de casinhas feitas de lona, ou coisa parecida, e muitas pessoas. Saí correndo para falar com meu pai – eram as favelas, mas, eu nunca tinha visto.
TELEVISÃO
Um dia, meu pai comprou um aparelho de TV, porque eu gastava dinheiro e ficava no bar da Avenida Celso Garcia, esquina com a Rua Felipe Camarão, tomando guaraná com sanduíche de bauru.
Uma noite, vi em outro canal a transmissão experimental de um novo canal de TV. Um dia, inaugurou-se o Canal 5 de televisão (tirei uma foto aparecendo esse canal de TV).
CORRETOR DE IMÓVEIS
Em 1952, entrei para a carreira de corretor de imóveis – mas não existia o CRECI, só o Sindicato dos Corretores de Imóveis.
Tive e tenho uma vida muita boa. O que estragou foram os cigarros que fumei e com os quais sofro muito para viver.
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