Lá pelos anos 70, trabalhando em uma empresa de auditoria na Rua Barão de Itapetininga/galeria Califórnia era obrigatório o uso de gravata, mas na sexta-feira podia relaxar um pouco, ou seja, sem gravata, jeans, mas tênis nunca (não havia sapatênis). Mas a sexta-feira era especial, logo cedo estacionava o meu carrinho atrás do colégio Caetano de Campos, ia para o prédio logo na entrada da galeria Califórnia, tomávamos aquele cafezinho de máquina, chegava as 12h, íamos para o almoço, era no Gato que ri ou Um, dois feijão com arroz, Galetos, Salada Record, Almanara ou naqueles bares com mesinhas nas calçadas da Praça Dom José Gaspar, depois íamos circular nas lojas de disco da Barão, 24 de Maio, Sete de Abril e redondezas. <br><br>Chegava o fim do expediente, aí a turminha ia comer bolinho de bacalhau na Praça da República, esquina com a Timbiras, depois íamos até o Pingão tomar chope, ouvir músicas com aquelas máquinas de fichas, e quem aguentava dava uma esticada até o Garitão, ou Som de Cristal, Dakar e outras do pedaço da Major Sertório. Terminada a farra, íamos pegar o carrinho, e lá estava ele lá intacto, sem ninguém mexer. Como a gente era feliz e não sabia, Rubão.<br><br><br>E-mail: [email protected]