Seria a minha 1ª viagem à terra da garoa. Iria permanecer na cidade apenas 3 dias, mas com tantas dicas de lugares, com tantas paixões afloradas pela Av. Paulista, por exemplo, acabei ficando 30 dias! Detalhe: quando a grana dos 3 dias acabou, fui atrás de coisas gratuitas para se fazer e foi tão melhor ou bem melhor quanto se eu tivesse com a carteira cheia!
Visitei o Terraço Itália – conheci os chefes e tudo mais! Fui à Pinacoteca, ao MAM, ao Museu da Língua Portuguesa, Estação da Luz, Mirante do Banespa, Pátio do Colégio, Metrô São Bento, Catedral da Sé, Masp (lá assisti ao último concerto da temporada 2013 do Maestro Antônio Carlos Martins e fotografei com ele), Av. Paulista (pausa e suspiro…); não sou mais a mesma depois de passar e andar por ela!
E teve mais: fiz um tour gastronômico também: além do Terraço, fui ao Figueira do Roubayat, Restaurante O Mocotó, Forneria San Pablo, Galeria dos Pães, etc.
Visitei a Casa das Rosas, Galeria Homero Brito. Fui a vários Pubs (Trash 80's, ID: 340, Vaca Véia, All Black Irish Pub, fui ao Teatro do Fiesp assistir a Madrinha Embriagada – de Falabella (de graça!), andei por bairros, ruas, andei de metrô (“ah”, o metrô… acho que não sou normal, gostei do metrô. Apesar de demorar algumas horinhas para compreender a tal da baldeação), e olha que andava todos os dias!
E por falar em andar, andava muito, todos os dias! Andava toda a Paulista todos os dias, em algum horário do dia. Mas tinha q andar todos os dias, era sagrado! E em cada andança pela Paulista ia me "perdendo" pelas ruas que me chamavam para ir por elas.
Então… Como em todo filme lindo (filme lindo = minha viagem a SP) tem seu momento de "terror": roubaram minha máquina fotográfica contendo 100% das minhas fotos, mas deixo bem claro: por um descuido meu. Não senti em momento algum medo de andar por SP, a cidade se mostrou bastante segura e acolhedora – o que me surpreendeu.
Poucas fotos que me restaram – minha sorte foi que no início da viagem fazia o backup para meu computador! Se eu fiquei triste? Nunca, jamais na galáxia, pois foi eu ficar sem câmara para fazer amizades com pessoas que tinham câmeras. E o que seria de mim se não tivessem levado embora minha máquina? Beijo no coração de quem a levou, pois foi a partir daí que meus dias em São Paulo ficaram muito mais interessantes e mágicos. Sem câmara e sem celular (levaram também o celular), pude sentir e aproveitar mais cada instante já que teria somente a memória como lembrança.
Provei o picolé de melão na Liberdade, comi doce até de feijão! Visitei a Livraria Cultura, amei, amei tanto….
E também passei mal. Pois é… De tanto andar por SP. Estava nesse dia no Shopping Paulista, lugar que sempre dava uma passadinha rápida pelo menos umas três vezes por semana. Aí, fui levada de cadeira de rodas pelo bombeiro e permaneci uns 30 minutos na enfermaria do estabelecimento. Diagnóstico: cansaço e desidratação. Mas até isso foi lindo! Pude conversar sobre a minha viagem com o bombeiro, pegar dicas de lugares para visitar com a enfermeira e com a médica durante os procedimentos clínicos.
Comi cachorro-quente, pizza, açaí, pães que eu adoro, frutas maravilhosas lá no Mercado Central! Comi o sanduíche de mortadela, o pastel, comi, eu comi! Fui ao Theatro Municipal, Rua 25 de Março, Oscar Freire, eu fui, eu fui!
Foi isso, mas não apenas isso. Tentei ser, digamos, "prática" para descrever essas emoções que chamamos de "passeios", viagens. Depois de São Paulo não sou mais a mesma, definitivamente. Conheci e vivi em uma das cidades mais mágicas do mundo!
Andei, andei, respirei SP de várias formas. Meus pés calejaram, ardiam, tinham feridinhas, mas não dava tempo de doer, pois "ainda tinha aquele lugar para ir". E descobri que muitos paulistanos não conhecem SP. Algumas vezes tive que dar dicas de lugares para visitar para quem já morava lá ou ainda acompanhar moradores nas visitas a lugares que muitas vezes estavam tão pertinho de suas casas ou do trabalho, que eu ouvia comentários do tipo: “nossa, vivo aqui há mais de trinta anos e esta é a primeira vez que visito este lugar!”.
Aqui em minha cidade, Aracaju, se você andar muito e não encontrar o seu destino é porque você simplesmente se perdeu. Em São Paulo certamente você ainda não chegou lá! E essa sensação de andar, andar e "ainda não chegar lá" é maravilhosa! Aprendi com as distâncias que SP tem, que tão legal quanto chegar ao lugar é todo o percurso até ele!
E como terminar por aqui? De que forma? O que mais escrevo? O que mais penso? As emoções ainda fluem, fluirão para sempre. Sou uma mortal com sentimentos imortais por São Paulo.