A segunda-feira de Carnaval deste ano – 2009 – na nossa querida cidade não foi, infelizmente, diferente de outros dias deste verão.
O dia que se previa ser da maior alegria carnavalesca, logo no início da tarde, sofreu uma violenta mudança nas condições climáticas, as carregadas nuvens cobriram a cidade, logo os trovões se fizeram ouvir, relâmpagos cortaram o céu. Ventos fortes começaram a soprar, tudo anunciando a violência da chuva que se avizinhava.
Logo os primeiros pingos começaram a cair e logo as torneiras dos céus se abriram, choveu a cântaros. A minha querida cidade que, em nome de modernidade, está quase que totalmente impermeabilizada, quase pereceu afogada debaixo da água que se acumulou em sua superfície.
Mais uma vez os moradores das chamadas zonas de risco tiveram suas casas invadidas pelas águas barbaramente poluídas, seus bens danificados e talvez perdidos; os carros pagos ou não foram totalmente atacados pela fúria hidráulica com danos em sua aparência e na mecânica.
Desabamento em região de favela ceifou vidas.
Mas fiquem certos de uma coisa: o nosso ânimo não sofreu avaria, estamos animados a esperar para depois da festa ver o que restou e o que teremos de fazer para nos recuperarmos; afinal, se os que, entra eleição e sai eleição, deveriam cuidar da cidade estão se divertindo também…
É triste meu São Paulo, mas uma parte das pessoas que vivem em ti só querem mamar em você, na hora de fazer por você não têm tempo, pois estão se divertindo.
Se vira, meu amor, vai fazer o quê, você abriu seus braços e os aceitou como filhos, agora se te tratam mal a saída é aguentar.
Fico muito triste por ti, porque eu te amo demais minha terra.
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