Saudades, muitas saudades

É unânime a opinião de que ir para a cidade de São Paulo, visitá-la, reencontrá-la é um bom programa. A cidade cresceu um pouco mais e mais ainda nos últimos tempos. Novidades, expansão, valorização e desvalorização de áreas. Avenidas, cito apenas a Avenida Brasil, que se situa entre a Brigadeiro Luiz Antonio e a Avenida Rebouças, antigamente um lugar ocupado pela elite paulistana.

Os tempos mudaram. Ir para São Paulo atualmente equivale as nossas idas no passado, quando era necessário conhecer a cidade e não com pouco tempo, teríamos que fazer um estágio para reconhecê-la. Hoje sabemos que está tudo “mudado”, precisamos de tempo e prazer para reencontrá-la. Porém com um novo ímpeto. Hoje, graças ao site São Paulo Minha Cidade, temos maior conhecimento de pessoas interessadas no bem-estar dos seus habitantes, não digo moradores, porque isso está afeto a uma pequena comunidade ou de nossas ruas de antigamente onde todos se conheciam.

Vi dias atrás um texto sobre a Mooca. Havia a citação de que pessoas do bairro ocupavam as calçadas da Mooca e curtiam bate-papos ali mesmo, sentando-se com a cadeira virada, isto é com o peito no encosto das cadeiras, hábito de alguns imigrantes que vieram para o Brasil.

Aliás, o imigrante tem lugar destacado na cultura citadina de São Paulo. Claro que os hábitos se perpetuam. Um bate-papo onde estão reunidas amistosamente várias nacionalidades, do europeu ao asiático, aos latinos americanos. Traduzindo é a cidade cosmopolita que todos admiramos e gostamos.

Se eu for para São Paulo atualmente, deverei procurar um guia especializado em me mostrar as partes da antiga São Paulo que estão conservadas e revitalizadas para não sofrer aquele impacto negativo de avistar áreas antes admiradas.

Meu querido centro velho. Não posso deixar de rever. Ir ao Largo do Arouche, na Ipiranga e Avenida São João passando o viaduto do Chá e me dirigir a Praça da Sé, descer rumo a 25 de Março e chegar ao amável Mercadão da Cantareira. Lá relembrarei do tempo em que por ali morava, na Avenida Senador Queiroz, quando tinha a idade de 21 anos, sonhos e metas a realizar, cumes inimagináveis.

Um dia irei, voltarei para a cidade e levarei se os pais permitirem o meu netinho Mateus. Lá vou mostrar a ele. Isto aqui é São Paulo que o teu avô conheceu no final da década de 60 e que se transformou em um lugar aprazível e inesquecível para o avô.

Fim do ano quem sabe aproveitar uma virada de ano diferente! E quero ver, se der, os amigos das redondas.

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